Pedidos de seguro-desemprego aumentam 3,6% em 2020

Mais de 460 mil trabalhadores com carteira assinada ingressaram com pedido de seguro-desemprego no país no mês de outubro, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Economia no dia 6 de novembro. Em comparação com setembro, o número apresentou um pequeno recuo de 1.2%. Entretanto, o total de pedidos representa aumento de 3,6% (201,365 milhões) em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, totalizando 5,912 milhões de brasileiros que perderam emprego e renda durante a pandemia da Covid-19.

Tal resultado demonstra um salto de 3,6%, mostrando que a economia do país, que já vinha estagnada, está muito longe de se recuperar dos efeitos da pandemia. O aumento do número de pedidos de seguro-desemprego se deu logo depois de ser anunciada a quarentena pelos governos estaduais. A ajuda prometida pelo governo de Bolsonaro e generais não chegou para muitos pequenos proprietários, e diversas empresas fecharam as portas ou reduziram drasticamente o número de funcionários, fazendo decair ainda mais a economia.

Alto índice de desemprego se dá, em parte, pela falta de assistência do governo para com as pequenas empresas durante a pandemia. Foto: Arquivo Agência Brasil.

De acordo com o sítio eletrônico do governo federal, 41% das solicitações de seguro-desemprego em outubro partiram do setor de serviços. O comércio veio em seguida, com 26,8%; depois a indústria (15,3%) e construção (9,7%). A maior parte dos trabalhadores recebia entre 1 e 1,5 de salário mínimo, tinha entre 30 e 39 anos e ensino médio completo.

Baseado nessa redução gradual nas solicitações do seguro-desemprego e nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que nos últimos meses ficaram positivos, no acumulado do ano o emprego formal está em negativo (-558.597 vagas). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou recorde de desocupação em agosto, com uma taxa de 14,4%, ou 13,8 milhões de desempregados. No trimestre encerrado em agosto, 2 milhões de trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego em comparação ao trimestre anterior.

Tais resultados expressam a crise geral do capitalismo burocrático, em meio à crise geral e de superprodução do imperialismo. A estagnação econômica, que gera alto índice de desemprego e baixa geral dos salários, é enfrentada pelos governos, em especial o governo Bolsonaro/generais golpistas, através da retirada ainda maior de direitos, direitos, para que os monopólios e grandes empresas alcancem lucros máximos e voltem a empregar. Todavia, mesmo quando baixar o desemprego com o re-impulso do capitalismo burocrático,os salários serão, no quadro geral, cada vez mais baixos, sofreando o consumo das massas e criando uma crise, mais adiante, ainda mais severa e violenta.

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