Derrotado, USA atrasa saída do Afeganistão

O acordo de Doha, compromisso firmado em fevereiro de 2020 entre o imperialismo ianque (Estados Unidos, USA) e o autodenominado “Emirado Islâmico do Afeganistão” (Talibã), previa que o último resquício das tropas do USA deveria deixar o país asiático em 1º de maio. No entanto, o novo representante do imperialismo ianque, Joe Biden, optou por descumprir com a palavra firmada pelo seu antecessor, Donald Trump, e decidiu atrasar em mais de quatro meses a retirada completa.

No dia 13 de abril, Biden afirmou que a saída militar será finalizada apenas no dia 11 de setembro, data do aniversário da ação organizada pelo grupo Al-Qaeda às “Torres Gêmeas”, no USA, em 2001. À época, o episódio foi utilizado como pretexto para o USA invadir o Afeganistão e dar início à sua guerra mais longa de todos os tempos, durando ininterruptamente desde 2001. 

Desde então, a Missão da Organização das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) afirma que mais de 146,5 mil civis afegãos foram mortos em decorrência da guerra imperialista. Desse total, 35,5 mil são apenas estimados, uma vez que a documentação das baixas civis só começou a ser feita pelo USA em 2009, oito anos após o início da guerra.

 

‘A América perdeu’

No dia 15/04, o Talibã publicou uma declaração rechaçando a decisão de adiar a retirada final. Nela, ele “exorta a América e todos os países ocupantes a pararem de inventar desculpas para prolongar a guerra e a retirarem todas as suas forças do Afeganistão imediatamente”.

Em reportagem, o monopólio de imprensa inglês BBC evidencia que, na maior parte do território afegão, o governo fantoche do USA tem controle sobre a maioria das cidades e vilas maiores, porém o Talibã controla o resto, o interior e as estradas, de forma a cercar essas cidades.

Sobre essa situação, a liderança Talibã da região de Balkh, Haji Hekmat, declarou aos jornalistas da BBC: “Nós vencemos a guerra. A América perdeu”.

É evidente que, por mais que hoje o Talibã cumpra, transitoriamente, uma das tarefas da Revolução Afegã da atualidade, que é a de expulsar as tropas invasoras que ocupam a nação, com a derrocada do atual governo fantoche afegão a sua tendência é a de também capitular e passar a colaborar com os imperialistas em suas outras formas – menos diretas e mais sofisticadas – de dominação. Por conta da sua ideologia feudal e limitada quanto ao caráter de classe, ele é incapaz de libertar plenamente a nação da sua condição de semicolônia, tarefa esta que só pode ser cumprida pelo proletariado, por meio de seu Partido revolucionário, que dirija o processo rumo à Nova Democracia e ao Socialismo.

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