Notas

Mato Grosso do sul

Indígenas enfrentam latifúndio para retomar terras roubadas


Guaranis denunciam pistolagem no MS

No dia 19 de novembro, um bando de pistoleiros comandados por latifundiários do Mato Grosso do Sul realizaram uma ação de despejo à moda do Estado burgês-latifundiário contra índios Terena. Os trezentos Terena que haviam retomado parte da terra Buriti, no município de Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul foram cercados pelo grupo de pistoleiros e cerca de 50 Policiais Militares.

De acordo com nota divulgada pelo Conselho Indigenista Missionário, a própria PM do Mato Grosso do Sul estava ciente de que um grupo de 80 a 100 pistoleiros estaria indo para a região da fazenda Querência São José para expulsar os indígenas da terra.

"De fato, vimos diversas caminhonetes descendo para lá", afirmou o Major Rios — responsável pela 4ª Companhia. Ele comunicou o fato ao Comando Geral da PM-MS. [www.cimi.org.br]

Guaranis-kaiowá tomam latifúndio em Coronel Sapucaia

Pelo menos 250 índios guarani-kaiowá ocuparam na madrugada de 25 de novembro um latifúndio no município de Coronel Sapucaia - MS, na fronteira com o Paraguai.

O latifúndio está localizado nas terras tradicionais Kurussu Ambá. Na luta pela terra empreendida pelos garani-kaiowá, em 2007, a índia Julite Lopes (70 anos) foi morta a tiros por pistoleiros durante uma tentativa de desocupação da área.

Os índios já estavam há quatro anos na beira da rodovia MS-289 que liga Amambai a Coronel Sapucaia, sem acesso a água potável, com alimentação precária e falta de atendimento de saúde, três crianças do acampamento morreram de desnutrição desde 2007. [www.cimi.org.br]

Além de Judite Lopes, outros índios do acampamento foram mortos e os assassinos permanecem impunes. Entre eles, um líderes do acampamento, Ortiz Lopes, assassinado em junho de 2007. Em maio de 2009, Osvaldo Lopes também foi morto.

Os índios denunciam ataques constantes de bandos de pistoleiros. Pelo menos cinco guarani-kaiowá têm cicatrizes de ferimentos provocados por tiros no corpo.


Acre

Polícia Federal destrói acampamento e prende radialista

Com informações do jornal digital Página 20 do Acre

Uma operação de guerra orquestrada pelo latifúndio desocupou um latifúndio de 2 mil hectares onde encontravam-se 70 famílias camponesas no ramal Castanheira, localizado no quilômetro 9 da rodovia AC-40. Os camponeses foram surpreendidos por oficiais de justiça escoltados por policiais federais fortemente armados para fazer cumprir a ordem judicial de desocupação imediata da terra, expedida pelo juiz Lois Carlos Arruda.

Os policiais derrubaram os barracos diante dos olhos de idosos, crianças, homens e mulheres indignados. Durante a desocupação, o radialista Roney Matos recebeu voz de prisão por estar defendendo o direito das famílias desabrigadas.

"Estamos há mais de dois meses aqui e até esta data ninguém comprovou ser proprietário legitimo da terra. Os filhos dos que se dizem donos da área são os primeiros que tentam negociar de maneira ilícita o terreno. Não queremos roubar nada ninguém, o que queremos é um pedaço de terra para morar e criar nossos filhos dignamente — protestou um dos representantes do acampamento. [pagina20.com.br 23/11/2009] 

Novamente o latifundiário Cadalto
Com informações da Agência Amazônia de notícias e resistenciacamponesa.com

Mais uma vez o latifundiário Cadalto foi denunciado por camponeses de Rondônia. Nota veiculada na página resistenciacamponesa.com em 14 de novembro relata que uma caminhonete "do latifundiário Edílson Cadalto com sete pistoleiros fortemente armados cercou dois coordenadores" da Liga diante do Acampamento Rio Alto. Os camponeses escaparam da emboscada adentrando na mata sob uma saraivada de tiros de pistola e rajadas de metralhadora disparadas pelos pistoleiros.

Os camponeses denunciam que os pistoleiros exibem seu armamento ostensivamente e ameaçaram queimar até mesmo a igreja caso receba os "sem terra"; dispara contra casas dos sitiantes próximas ao acampamento quase todas as noites.

A nota ainda salienta que o próprio delegado de polícia de Buritis relatou ao juiz que há várias ocorrências de pistoleiros armados na região. Nenhuma providência foi tomada.

Previsão que se confirma
Os camponeses denunciam. As ditas "autoridades" fazem ouvido de mercador.

Após a denúncia dos acampados do Rio Alto, os camponeses voltaram a ser atacados, dessa vez com consequências ainda mais graves.

Nota da LCP veiculada no dia 22 de novembro denunciou: "6 pistoleiros a mando do latifundiário Edilson Cadalto atacaram o acampamento Rio Alto, próximo do município Buritis, disparando mais de 200 tiros. Um camponês foi atingido no pé."

E mais: "Os pistoleiros ainda ameaçaram os vizinhos, dizendo que iriam contratar os pistoleiros da família de latifundiários Catâneo para tirar todas as famílias do Rio Alto."

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