Realizado o II Seminário de AND

Alípio de Freitas, o mais novo membro do conselho editorial de AND, esteve de passagem pelo Brasil. Na ocasião, ele esteve por três vezes na sede do jornal no Rio de Janeiro e em uma delas participou do segundo seminário da redação de AND em 2010.

A realização de seminários para discutir o trabalho de construção do jornal é uma deliberação da direção de AND e tarefa permanente da redação. Pretendemos organizá-los no maior número possível, de acordo com nossa demanda. Pretendemos dar a estes seminários temas específicos referentes às diversas tarefas do nosso trabalho: redação, edição, revisão, ilustração, diagramação, distribuição, divulgação, etc. Desse modo, visamos mobilizar todo o corpo de apoiadores e colaboradores, no Rio de Janeiro e em outras cidades, para que todo o coletivo compreenda nosso trabalho, seus pontos fortes e fracos e que, desse modo, possamos fazer um esforço coletivo por aprimorar o método e retificar nosso trabalho.

O seminário do dia 4 de agosto com a presença de Alípio de Freitas teve um significado muito importante, pois além de podermos aprofundar na sistematização dos problemas já apontados pelo seminário anterior e os diversos apontamentos feitos pelo conselho editorial reunido naquela ocasião, pudemos apreender muito das experiências de Alípio como jornalista e militante revolucionário.

O seminário se dividiu em duas partes. Na primeira, a direção do jornal fez breves exposições sobre o trabalho de redação, a relação com os colaboradores, a evolução do jornal tanto em sua forma como no conteúdo ao longo dos 8 anos de atividade, a sustentação do jornal e o trabalho de divulgação.

Alípio deu atenção especial ao trabalho de divulgação, ressaltando o trabalho com os comitês de apoio. Ele ressaltou que o comitê deve ter sua vida e organização própria, deve ser dinâmico e destacou que é ele que deve imprimir o ritmo do jornal lançando-o adiante, estimulando sua leitura, venda e apoio. Sobre esse tema ele relatou várias experiências de jornais e grupos em outras partes do mundo que organizam festivais e eventos de cunho político-cultural para angariar apoio político e material.

No segunda parte do seminário, todos prosseguiram no debate sobre os comitês de apoio, dando sugestões e levantando novas perguntas sobre como aprofundar este trabalho.

Essa discussão contribuiu bastante para esclarecer a questão de como buscar apoio material e político para AND. Demos um passo além no balanço da campanha de finanças e pudemos vislumbrar com maior clareza a possibilidade de construirmos algo como um festival ou atividade desse cunho em algumas regiões do país contando com o apoio de organizações e artistas populares. Após este debate delineou-se com mais clareza esta questão como uma tarefa que merecerá atenção e planejamento da direção do jornal e seus colaboradores para que a transformemos em um projeto com grandes possibilidades.

Sobre o trabalho da redação, Alípio pontuou algumas questões como a necessidade de persistirmos em nossa luta por reduzir o tamanho dos artigos, mas sem perder seu conteúdo e seus critérios políticos e editoriais. Destacou o interesse dos leitores por reportagens, e que devemos nos esforçar por fazê-las com maior frequência. Além disso, ressaltou que devemos nos organizar para ir mais às ruas e buscar mais a matéria-prima das matérias. O relato vivo das pessoas para ilustrar melhor as situações que relatamos nos artigos. Ressaltou que o jornal tem trazido boas notícias e que elas não podem ser encontradas no monopólio da imprensa, mas que devemos dar mais notícias curtas sobre outros acontecimentos mundo afora, buscar mais notícias em agências estrangeiras, investigá-las e municiar mais o leitor com o que acontece pelo mundo. Disse ainda que devemos buscar, sempre que possível, enviar nossos correspondentes ao campo, buscar visitar os locais onde vivem e trabalham os camponeses, e que é plenamente possível mantermos contato com ativistas e colher deles relatos, mesmo que tenham dificuldades em escrevê-los. Estimular que os enviem e nós os editaremos e publicaremos.

Como forma de contribuição permanente para o jornal, Alípio se comprometeu em manter correspondência desde Portugal com a direção do jornal, enviando artigos de outros jornalistas e órgãos de imprensa para nos manter a par do que ocorre na Europa e em outras partes do mundo. Comprometeu-se também em, a partir de setembro desse ano, redigir um artigo por mês para colaborar com AND e que mensalmente enviará sua avaliação sobre a edição anterior com seus apontamentos e opiniões, contribuindo assim para o trabalho do conselho editorial e a direção do jornal.

O balanço de todos os membros da redação de AND sobre este seminário foi bastante positivo. Todos se sentiram revigorados e orgulhosos de ter em nosso conselho editorial figuras de proa do pensamento nacional, democrático e popular como Alípio de Freitas.

Alípio, por sua vez, destacou que se sentia muito emocionado por estar novamente junto de seu povo, povo pelo qual fez a escolha de lutar ombro a ombro. Disse que essa felicidade não se pode sentir só, mas somente com companheiros e na luta, e que por isso se sentia muito feliz e otimista com as perspectivas de nossa luta.

No final dos debates, deliberamos a realização de um novo seminário para o dia 10 de setembro. Seu tema ainda será definido após algumas reuniões e balanços que estão em andamento na direção do jornal.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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