30 anos do assassinato do advogado do povo Gabriel Pimenta

"Esse povo nunca esqueceu Gabriel"

http://www.anovademocracia.com.br/90/13-b.jpgNo início dos anos de 1980, um jovem revolucionário de sorriso franco e barba cerrada, abnegado advogado do povo, embrenhava-se na região amazônica, na região de Pau Seco, próxima ao município de Marabá, Sul do Pará, e integrava-se de corpo e alma à luta dos camponeses.

Cerca de 160 famílias lutavam pela posse das terras situadas na área da fazenda Mãe Maria e lá, em sua defesa, estava Gabriel Pimenta, o primeiro advogado a ganhar uma causa na justiça em favor dos camponeses sem terra no conflitante sul do Pará. Amigo dos camponeses, inimigo inconciliável dos latifundiários e grileiros, era incansável no estudo e no trabalho. Percorreu estradas de terra, matas, atravessou rios, foi acolhido pelos camponeses.

O decrépito regime militar ruía, mas seguia perseguindo, torturando e assassinado os lutadores do povo. Uma década antes da sua chegada, os camponeses do Sul do Pará tiveram na heroica Guerrilha do Araguaia o despertar da esperança de que finalmente varreriam o latifúndio, a grilagem, o atraso da região e poderiam conquistar a desejada terra, produzir e extrair o seu sustento.

O velho Estado enviara milhares de militares para cercar e aniquilar a Guerrilha. Torturou e assassinou dezenas de combatentes e, igualmente, massacrou centenas de camponeses. Enfrentando mil dificuldades e o terror imposto pelo Estado, os homens e mulheres do campo lutavam e, nessa inóspita frente, tinham em Gabriel Pimenta seu mais fiel combatente.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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