Ato dançante e cultural

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O Dançateatro e os rápidos volteios do espetáculo Casa de Farinha

Preocupada com o futuro da cultura caiçara de Paraty, RJ, onde mora, a bailarina e coreografa piauense Vanda Mota criou o Silo Cultural José Kleber, e ao lado do violeiro, poeta, compositor e cantor paratiense Luis Perequê, luta por sua preservação. Disposta a passar seu saber para outros, Vanda montou a Companhia Dançanteato, com sede no próprio Silo, e trabalha a formação e desenvolvimento artístico de crianças, jovens e adultos, com cursos, oficinas e espetáculos contendo dança e teatro.

Sou natural de Teresina, no Piauí, e lá mesmo, ainda criança, iniciei meus estudos de balé clássico. Participei de grupos de danças e aos 16 anos de idade já estava dando aulas profissionalmente. Aos 18 mudei para São Paulo para estudar, e fiquei cinco anos fazendo aulas com pessoas importantes e trabalhando com vários diretores — conta Vanda.

Em 1990 vim para Paraty trabalhar com o grupo 'Contadores de Histórias'.  Aqui  conheci o Luís Perequê, que já era muito envolvido com a cultura caiçara, e fomos trabalhar juntos  na  'Casa do Artista Independente', criada por ele. Além do envolvimento profissional acabamos nos casando e passamos a produzir nossos trabalhos individuais ligados, porque nossa temática esta voltada para a cultura local, seus valores tradicionais — continua.

Vanda Mota e Luís Perequê têm uma forte militância no sentido de organizar um movimento cultural de Paraty.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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