Morte de brasileiro investigada na Austrália

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A justiça australiana iniciou apenas na segunda semana de outubro o inquérito sobre o caso de Roberto Laudísio Curti, 21 anos, estudante brasileiro que foi assassinado pela polícia em 18 de março na Austrália.

Na ocasião, Roberto teria sido suspeito de roubar uma loja de conveniência na cidade de Sydney. Segundo informações do Sydney Morning Herald, as investigações apontam que o rapaz pode ter levado até 17 disparos de arma de choque taser e jatos de spray de pimenta. Uma outra possibilidade é que ele tenha sido agredido quando já estava imobilizado e algemado.

Uma câmera na rua onde Roberto faleceu registrou seis guardas abordando-o de forma truculenta. Testemunhas afirmaram que ele estava sem camisa e de mãos vazias e ainda gritou por ajuda antes de morrer. Após o primeiro disparo de taser, os policiais avançaram sobre o corpo de Roberto em convulsão, e, logo em seguida, efetuaram mais choques. Um dos disparos de taser registrado pela câmera acertou diretamente as costas do rapaz.

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Há a hipótese de que o jovem teria entrado numa loja de conveniência pedindo ajuda, porque estaria sendo perseguido, e teria fugido com um pacote de biscoitos. Depois de 20 minutos teria sido abordado pela polícia e reagido.

Será investigado se Roberto estava sob o efeito de drogas na noite do crime, pois algumas testemunhas relataram o comportamento estranho do jovem alguns momentos antes.

A audiência com os policiais envolvidos no caso será focada no abuso policial para conter o estudante. As imagens não são suficientemente claras para dizer o que realmente ocasionou a morte do jovem.

A corte onde o caso será julgado foi ampliada para comportar um número maior de pessoas. Espera-se uma grande cobertura da imprensa. Familiares e amigos prestarão depoimento. Também serão ouvidos representantes da indústria de armas de choque, que são acusadas de serem usadas com frequencia pela polícia. Roberto Laudisio era estudante da PUC-SP e morava no país desde 2011.


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