84 anos do nascimento de Ângelo Arroyo - Autêntico proletário revolucionário

http://www.anovademocracia.com.br/99/10b.jpgÂngelo Arroyo, camarada Joaquim, ou camarada J, operário metalúrgico, filho de família proletária, nasceu em São Paulo, em 6 de novembro de 1928. Ingressou nas fileiras do Partido Comunista do Brasil em 1945 e, no ano seguinte, foi eleito membro do Comitê Regional de São Paulo e 1º secretário do Comitê Distrital da Mooca, importante polo industrial à época.

Atuou ativamente no movimento sindical e foi um destacado dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos na década de 1950. Lutando contra o peleguismo, defendeu com firmeza as posições classistas e combativas. Como dirigente sindical, atuou em inúmeras greves e manifestações proletárias em São Paulo nos anos de 1952 e 1953. Contribuiu decididamente para criar células comunistas nas fábricas. Devido à sua intensa atividade revolucionária, foi preso inúmeras vezes.

Estudou com afinco o marxismo-leninismo e era um árduo defensor da ideologia científica do proletariado. Em novembro de 1954, no IV Congresso do partido, foi eleito membro do Comitê Central.

No XX Congresso do PCUS, em 1956, Quando Krushov e seus sequazes abriram ataque contra Stalin e a linha revolucionária do Partido Comunista da União Soviética, renegando a revolução e o socialismo, Ângelo Arroyo levantou-se junto de seus camaradas, Pedro Pomar, Maurício Grabois, Lincoln Roque, Lincoln Oest, Luiz Guilhardini, João Amazonas e outros, em defesa do partido de Lenin e Stalin e combatendo tenazmente o revisionismo.

No V Congresso do Partido Comunista do Brasil, em 1960, opôs-se à orientação revisionista de Prestes, rejeitando o chamado caminho pacífico, afirmando que o povo brasileiro jamais se libertaria de seus opressores sem empreender a luta armada. Entre 1960 e 1962 desenvolveu intensa atividade em São Paulo contra os revisionistas.

Foi um dos organizadores da Conferência Nacional Extraordinária, realizada em 1962, que reorganizou o Partido Comunista do Brasil e nela foi eleito membro do seu Comitê Central e da Comissão Executiva. Após a reorganização do partido, lançou-se com ardor às tarefas da sua reestruturação.

Em meados dos anos de 1960, cumpriu diversas tarefas partidárias nas áreas rurais em diferentes regiões do país. Ligou-se solidamente às massas camponesas pobres. Dedicou-se intensamente ao estudo da arte militar e da revolução chinesa, particularmente da Guerra Popular Prolongada. Era um ferrenho defensor da luta armada revolucionária.

Integrou a Comissão Militar das Forças Guerrilheiras do Araguaia. Conhecia como poucos a selva, era um exímio caçador, percorria dezenas de quilômetros fazendo contatos e a ligação entre os destacamentos guerrilheiros e a comissão militar. Era muito estimado pelas massas camponesas do Araguaia, com quem viveu e lutou.

Em 1974, milhares de soldados do exército, marinha e aeronáutica, bem como agentes diversos das forças de repressão ocupavam e cercavam toda a região. Helicópteros, caminhões, carros, motocicletas, cães, mateiros da região (recrutados ou obrigados sob tortura a servir à repressão como guias), foram fartamente utilizados na repressão à Guerrilha. Muitos dos 69 guerrilheiros comunistas ou tombaram em combate, ou foram presos, barbaramente torturados e assassinados, tendo seus corpos desaparecidos. Dezenas de camponeses, combatentes, apoiadores ou simples moradores da região foram caçados e barbaramente torturados sob acusação de colaborarem com a Guerrilha.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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