PR: Velho Estado mantém latifundiário assassino impune

Imagem do portal Terra de Direitos como parte da campanha pela condenação dos assassinos do camponês Sebastião Camargo Filho

O portal Terra de Direitos denunciou que, há uma semana, no dia 14 de fevereiro, o latifundiário e conhecido financiador da pistolagem no Paraná, Tarcísio Barbosa de Souza, foi inocentado pelo reacionário Tribunal de Justiça (TJ) do estado pelo crime de assassinato do camponês Sebastião Camargo Filho, perpetrado no dia 7 de fevereiro de 1998.

O latifundiário havia sido condenado por júri popular no ano passado pelo homicídio do camponês Sebastião, mas a sentença foi anulada por três desembargadores paranaenses no último dia 14.  De acordo com a nota do portal, “esse resultado mantém o caráter de impunidade e seletividade penal que cerca o caso”. 

O portal afirma que Tarcísio Barbosa de Souza é integrante da União Democrática Ruralista (UDR) e já foi “presidente da Comissão Fundiária da Federação de Agricultura do estado do Paraná”.

Uma investigação da Polícia Civil à época demonstrou que Tarcísio Barbosa estava presente momentos antes do assassinato do camponês Sebastião durante o despejo clandestino de um acampamento camponês na Fazenda Boa Sorte, em Marilena, noroeste do Paraná. A fazenda, já na época, era considerada improdutiva e em fase de desapropriação, cujo proprietário era Teissin Tina – o que, por sua vez, desmente Tarcísio, que alegou estar “defendendo a propriedade privada”.

Existem ainda provas de que Tarcísio estaria diretamente envolvido na entrega de armamento pesado para o grupo de pistoleiros que realizaria o despejo clandestino e, consequentemente, o assassinato ocorrido em 1998.

Osnir Sanchez, condenado em 2012 pelo assassinato de Sebastião Camargo e considerado líder do grupo de pistoleiros que promoveu a execução, moveu uma “ação trabalhista” contra Tarcísio Barbosa e a UDR. A ação foi desconsiderada, pois tratava-se de pistolagem uma atividade ilegal que “não gera vínculo empregatício” e que “não está na prevista na legislação trabalhista”. Na ação, Osnir “revelou que as armas utilizadas para os despejos chegavam de avião até o aeroporto de Loanda, e que Tarcísio era o responsável por buscar e distribuir essas armas na região”. 

Os assassinos usam também o fato de Sebastião Camargo Filho fazer parte de uma organização camponesa para justificar o homicídio como “combate ao terrorismo”, apesar de a demarcação de terras de latifúndios improdutivos para a reforma agrária ser um direito previsto na Constituição de 1988 do velho Estado, e a luta pela distribuição de terras ser considerada legal pela vigente legislação. 

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