Síria: Governo acusa o USA de contrabandear petróleo pela fronteira com o Iraque


Campo de extração de petróleo na província de Hasakah, na Síria, controlado por um grupo paramilitar curdo apoiado pelo imperialismo ianque. Foto: Hussein Malla / AP

Na noite de 23 de setembro, um comboio de mais de 30 caminhões-tanque pertencentes ao imperialismo ianque (Estados Unidos, USA) deixou a região nordeste da Síria carregado com petróleo roubado e cruzou a fronteira com o Iraque, segundo denúncia feita pela Agência de Notícias Árabe Síria (SANA), veículo de imprensa oficial do governo do país. O comboio partiu da região de Jazira, na província de Hasakah, no nordeste da Síria, escoltado por veículos blindados e dezenas de soldados ianques. 

O relatório informou que as forças do imperialismo ianque, além da exportação ilegal de petróleo sírio, ainda trouxeram do Iraque seis veículos militares que transportavam 50 soldados para a Síria, a fim de reforçar sua presença na sua base ilegal localizada na região de Hasakah, o aeroporto improvisado Kharab al-Jeer, perto da cidade de Rumailan.

O comboio fez uso da passagem clandestina de Al-Walid, na fronteira entre a Síria e o Iraque, conhecida por também ser usada pelo USA para enviar tropas e reforços às suas bases militares clandestinas na Síria. 

O SAQUE DO PETRÓLEO SÍRIO 

Em julho deste ano, durante uma audiência no Senado do USA da qual participava o secretário de Estado ianque, Mike Pompeo, foi revelado um acordo feito pelo imperialismo ianque para ter controle sobre os campos de petróleo na região da Síria ocupada por grupos paramilitares. Para assinar o acordo, o imperialismo ianque precisou abrir uma exceção às sanções que mantém contra a nação síria. Esta, por sua vez, condenou o acordo e o considerou nulo. 

A empresa ianque Delta Crescent Energy LLC, ao que indicam inúmeros relatórios e reportagens investigativas, é a principal beneficiária do acordo, que prevê que os campos petrolíferos sejam protegidos por membros das chamadas "Forças Democráticas Sírias" (SDF), grupo guarda-chuva encabeçado e majoritariamente formado por curdos, como as Unidades de Proteção Popular curdas (YPG). 

Leia mais: “Síria: Empresa ianque fecha acordo com grupo paramilitar para explorar o petróleo do país

Em 2019, a inteligência militar do imperialismo russo, que encabeça a pugna com o imperialismo ianque pela partilha da Síria, divulgou um relatório sobre as atividades de contrabando de petróleo promovidas pelo USA no país do Oriente Médio. As informações e fotografias recolhidas revelavam que o Pentágono, a CIA (agência de inteligência ianque), empreiteiros militares privados e paramilitares curdos estavam envolvidos na saída de petróleo sírio no valor de mais de 30 milhões de dólares a cada mês.

PROTESTOS EXIGEM A SAÍDA DE FORÇAS ESTRANGEIRAS

Em notícias veiculadas pelo monopólio de imprensa russo Sputnik, moradores da aldeia de Tal Sateeh, no interior de Qamishli, na Síria, realizaram um protesto no dia 24/09 em que demandaram a saída imediata das forças do imperialismo ianque e da Turquia da região do país. Carregando bandeiras sírias e cartazes confeccionados para o protesto, eles também exigiram o fim do saque de suas terras e recursos pelos invasores, como do petróleo e trigo.

Os protestos de residentes locais têm aumentado no curso do último mês, depois que um soldado do exército sírio foi morto após um ataque do USA contra u posto de controle próximo à vila de Tal Al-Zahab. 

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