Sírios promovem greve geral nas Colinas de Golã ocupadas por Israel contra projeto colonial

Sírios nas Colinas de Golã ocupadas protestam contra os planos de Israel de instalar um parque eólico em suas terras agrícolas. Foto: Reprodução. 

Os residentes sírios das Colinas de Golã, território ocupado pelo colonialismo-sionista, realizaram, no dia 9 de dezembro, uma greve geral em protesto contra a instalação de um parque eólico por Israel em terras agrícolas ocupadas, que fornecerá energia elétrica para os colonos israelenses que lá vivem. Durante a manhã, uma manifestação nos campos reuniu cerca de 300 pessoas em um esforço de impedir a construção das turbinas. 

Segundo o portal Middle East Eye, a greve foi convocada pelos drusos sírios que historicamente vivem nessa região, e se estendeu a todas as atividades, incluindo o comércio e escolas. 

Depoimentos dos manifestantes relatam que os militares israelenses dispararam gás lacrimogêneo e balas de metal revestidas de borracha contra as centenas que protestavam, as quais responderam atirando pedras e se defendendo justamente. Segundo o monopólio de imprensa Jerusalem Post, pelo menos uma dezena de manifestantes ficou ferida, além de quatro agentes da repressão. Oito pessoas foram levadas presas por Israel durante os protestos, mas foram libertadas após pressão popular na frente do local onde estavam sendo detidas. 

Um relato divulgado na internet dá conta de que “os colonizadores [israelenses] foram forçados a recuar com o maquinário pesado que transportava [as turbinas eólicas]”. 

Nos dias anteriores à greve, as forças israelenses interditaram várias estradas e vias importantes na região das Colinas de Golã, bloqueando o acesso dos drusos sírios às suas próprias terras. Segundo eles, para testar o solo e enviar equipamentos de escavação para a instalação do parque eólico. Em resposta, os residentes locais se reuniram nas estradas que levam às suas terras agrícolas e impediram que as forças israelenses chegassem até lá.

Manifestante ergue cartaz que diz "Em nossas terras nós plantamos árvores, não turbinas eólicas", durante uma manifestação de residentes drusos da aldeia de Majdal Shams, nas Colinas de Golã ocupadas por Israel, 24/01/2020. Foto: AFP.

A OCUPAÇÃO ISRAELENSE DAS COLINAS DE GOLÃ

O Middle East Eye informou que a empresa israelense responsável pelo projeto do parque eólico é a Enlight Renewable Energy, que em 2015 obteve licenças do próprio sionismo, passando por cima de qualquer resquício de soberania, para construir o parque de energia em três locais nas Colinas de Golã: o Vale das Lágrimas, Vale dos Ventos e Vale de Deus.

A infraestrutura do Vale dos Ventos, no norte do território sírio ocupado, está sendo construída em terras que pertencem, historicamente, a moradores de quatro aldeias drusas sírias: Majdal Shams, Buqata, Masada e Ein Qiniyye. 

Além de limitar o desenvolvimento das aldeias sírias, localizadas em uma encosta montanhosa, estima-se que serão afetados 360 hectares onde há cultivos de maçã, uva e cereja, entre outras plantações. As aldeias de Masada e Majdal Shams ainda são cercadas por zonas militares fechadas de Israel. 

A empresa também está tentando processar a única organização de direitos humanos em Golã, Al-Marsad, baseando-se na “Lei Anti-Boicote” de Israel.

As Colinas de Golã, na Síria, estão sob ocupação israelense desde 1967, quando as tropas sionistas ocuparam também os territórios palestinos da Cisjordânia e Faixa de Gaza, submetendo a população à administração colonial e às agressões e arbitrariedades cometidas pelos seus soldados e agentes. 

Apesar de Israel nunca ter conseguido anexar “formalmente” as terras de Golã, em março de 2019 o imperialismo ianque (Estados Unidos, USA) foi o primeiro país a reconhecê-las unilateralmente como território israelense. Os colonos israelenses, em forma de agradecimento, nomearam um assentamento ilegal em sua homenagem, chamado de Trump Heights (“Colinas Trump”).

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