USA: Povo se rebela após assassinato de dois homens pretos pela polícia em Ohio


Manifestantes protestam contra a morte do jovem preto Casey Goodson pela polícia. Foto: Da’Shaunae Marisa.

As massas de Columbus, Ohio, foram às ruas duas vezes em menos de três semanas em dezembro para protestar contra o assassinato de dois homens pretos pela polícia. No dia 24 de dezembro, próximo ao natal, mais de uma centena de vizinhos, familiares e populares protestaram no bairro onde ocorreu o assassinato de Andre Maurice Hill, homem preto de 47 anos, na garagem da família que visitava.

Andre foi morto no dia 22 após uma chamada não-emergencial feita por um vizinho sobre estar sentado por muito tempo em seu carro, ligando-o e desligando várias vezes. O policial assassino que respondeu à chamada, Adam Coy, já tinha um histórico comportamento agressivo: ele foi suspenso em 2012 por 160 horas após bater a cabeça de um motorista contra o capô de um carro quatro vezes durante uma blitz por dirigir embriagado.

Já no dia 11/12, mais de 200 pessoas em Columbus, capital de Ohio, se reuniram em frente ao Gabinete do Xerife do Condado de Franklin em protesto ao assassinato de Casey Goodson Jr., jovem preto de 23 anos. Ele fora assassinado pelo Deputado do Xerife Jason Meade após voltar de uma consulta ao dentista.

Após os manifestantes marcharem até o Capitólio do Estado de Ohio, familiares e pessoas próximas a Goodson deram discursos em lembrança a Goodson, afirmando que ele era um jovem honrável e corajoso: “Meu filho foi assassinado a sangue frio por um covarde. Eu quero justiça. Eu quero aquele homem na cadeia.” afirmou Tamala Payne, mãe de Goodson. “

Durante o protesto, o povo exigia a prisão dos envolvidos na morte de Goodson, além de exigir que os policiais usem câmeras em suas abordagens, entre outras exigências pela transparência nas abordagens feitas por agentes policiais do Estado reacionário ianque. Tinta foi jogada contra o capitólio do Estado por manifestantes.

Já no dia 13/12, cinco manifestantes interromperam um culto na Igreja Batista de Rosedeale, onde o reacionário Meade é pastor. Um manifestante se dirigiu à congregação e condenou Meade como assassino. Ele, no entanto, não estava presente, e os manifestantes foram expulsos sob ameaça de serem acusados de “invasão criminal”.

Segue o assassinato covarde de jovens pretos por policiais

No dia 04/12, Casey Goodson Jr. Foi assassinado pelo Deputado do Xerife Jason Meade, enquanto este, membro da Força Tarefa ianque (SWAT), estava em busca de um suspeito e perseguiu Goodson, que não era suspeito da investigação.

Meade afirma que Goodson apontou uma arma para ele, levando a uma perseguição até a casa de Goodson, onde foi baleado diversas vezes no torso. O assassinato do jovem preto foi presenciado pelo seu irmão mais velho. Até então, não há imagens do ocorrido, uma vez que a polícia de Columbus não obriga a utilização de câmeras corporais pelos agentes.

Após atirar em Goodson, Meade apontou sua arma ao tio de Goodson, que estava segurando sua filha de 3 anos, ordenando ao tio que saísse “da casa agora antes que eu atire em você também”. A mãe de Goodson afirmou também ter sido chamada de “vadia” pelos policiais, além de ser negada informações básicas sobre a condição de seu filho.

“Eles estão mentindo”, afirmou a irmã de Goodson, Kaylee Harper. Nas redes sociais, em resposta ao relatório policial, ela afirma:

- Meu irmão literalmente atravessou o quintal, pisou na cerca dos fundos para chegar até a porta lateral, estava com o subway [sanduíche] e a máscara em uma das mãos e as chaves na outra.

Sua mãe, Tamala Payne, também se pronunciou:

- Ele não fez nada. E ele foi morto e assassinado, a sangue frio, de maneira violenta.

As tentativas de retratar Goodson como suspeito de um crime para justificar seu assassinato estão sendo contestadas pelos advogados da família. A família de Goodson exige que Meade seja acusado de assassinato e que uma autópsia independente e uma investigação sejam conduzidas sobre o assassinato de Goodson.

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