Israel exclui palestinos da campanha de vacinação contra a Covid-19

Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro genocida de Israel, recebe a vacina da Covid-19, enquanto milhões de palestinos são excluídos da campanha israelense. Foto: Amir Cohen/AFP

Enquanto Israel é aclamado por liderar a vacinação per capita contra a covid-19 – um décimo da população já foi vacinado –, a população palestina que vive sob a dominação sionista nos territórios ocupados e aquela sitiada na Faixa de Gaza e na Cisjordânia ainda aguarda no limbo, sem previsão para ser imunizada, apesar de os colonos israelenses que vivem na Cisjordânia já estarem sendo vacinados, mesmo aqueles em assentamentos ilegais.

Os meses de espera que os quase 5 milhões de palestinos precisarão enfrentar para serem vacinados, enquanto seus vizinhos já o são, escancaram o sistema de segregação racial e social sintomática de um regime de ocupação que conforma Israel na Palestina. Demonstra a forma com que a "maior democracia do Oriente Médio", como os arautos do imperialismo costumam se referir, trata os palestinos como cidadãos de segunda classe.

Os palestinos agora buscam por alternativas, como o consórcio de 92 países de baixa renda que se organizam para adquirir vacinas mais acessíveis. Tanto o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, como a Autoridade Palestina, que administra a Cisjordânia, se inscreveram no programa, conhecido como Gavi Alliance.

PRINCIPAL OBSTÁCULO PARA VACINAR OS PALESTINOS: A OCUPAÇÃO ISRAELENSE

Entre os diversos obstáculos que dificultam a aquisição dos imunizantes e a vacinação em massa de palestinos, o primeiro deles é a questão financeira. Saqueados e atirados à miséria, sitiados e isolados economicamente, no decorrer de mais de meio século, os territórios palestinos não têm condições de adquiri-los. A vacina Pfizer-BioNTech, por exemplo, custa aproximadamente 20 dólares por dose, enquanto a da Moderna custará entre 25 e 35 dólares por injeção. 

Em paralelo a essa situação, foi relatado pelo The Guardian que, quando a Pfizer iniciou a venda de lotes antecipada para sua vacina, Israel pagou o dobro do preço pago pelas potências imperialistas europeias, e até três vezes o pago pelo Estados Unidos (USA).

Outro problema evidenciado é o logístico, uma vez que a vacina da Pfizer, adotada pela campanha israelense, deve ser armazenada a 94ºC negativos, completamente inviável para a Faixa de Gaza, onde os geradores de energia garantem cerca de 8 horas de eletricidade disponível por dia. 

Além disso tudo, há ainda a questão das fronteiras, sobre as quais os territórios palestinos não possuem soberania e autoridade, e não conseguem controlar o que entra e sai. É um problema crucial principalmente para a Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio por terra, mar e ar tanto por Israel, quanto pelo Egito, desde 2007.

O controle militar israelense sobre a entrada e saída comercial e econômica tanto de Gaza, como da Cisjordânia, impede que haja certeza sobre quando as vacinas poderão adentrar nos territórios. 

Conhecendo o histórico de sadismo e brutalidade de Israel contra o povo palestino, é posto como expectativa que as vacinas, se compradas, fossem retidas por algum tempo nas alfândegas israelenses, que anteriormente já bloquearam a importação de medicamentos não aprovados para dentro das fronteiras palestinas. 

O que Israel ignora completamente é que de nada adianta excluir os palestinos dos territórios ocupados da sua campanha de vacinação, pois eles circulam e viajam diariamente pelas áreas controladas pelo colonialismo-sionista, principalmente para trabalharem – situação usual em contextos de uma nação ocupada. 

Segundo o monopólio de imprensa Haaretz, em 2015 havia 48 mil palestinos legalmente empregados em Israel e nos assentamentos israelenses, enquanto cerca de outros 30 mil eram empregados informais. A maioria absoluta desses empregos destinados à população palestina é voltada para trabalhos "braçais" e de intensa exploração, como a construção civil, indústria (manufaturas) e agricultura, de acordo com o relatório da Administração de Travessias de Fronteira, População e Imigração de 2015.

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