Iraque: Manifestantes enfrentam a polícia em Nasiriyah

Foto: Asaad Niazi.

Entre os dias 8 e 10 de janeiro, protestos intensos agitaram a cidade de Nasiriyah, no Iraque. No dia 10/01, os protestos se intensificaram, com a reação usando armas de fogo e deixando dezenas de manifestantes feridos e um agente policial morto. O estopim se deu com uma série de prisões e assassinatos de ativistas nas últimas semanas na província de Dhi Qar, parte da repressão contínua que vem sendo denunciada pelas massas desde o início das revoltas em outubro de 2019. Os manifestantes também conseguiram reocupar a Praça Haboubi, epicentro da onda de protestos.

No dia 10/01, na Praça Haboubi, milhares de manifestantes enfrentaram as forças de segurança reacionárias. Bloqueando a principal estrada da cidade com pneus em chamas, eles responderam os ataques de gás lacrimogêneo dos policiais com pedras. Utilizando armas de fogo, os policiais dispararam contra os manifestantes, deixando dezoito feridos. Consequentemente, 40 agentes da repressão saíram feridos, além de um morto. Observadores afirmaram que este foi morto pelo disparo de outro policial.

Já nos dias anteriores de protesto, os manifestantes conseguiram reocupar a Praça Haboubi, onde haviam permanecido em tendas até novembro de 2020, quando foram expulsos em conflitos com seguidores do clérico xiita Moqtada al-Sadr. Em entrevistas ao monopólio de mídia local, eles afirmaram que só deixarão a praça quando os presos políticos forem soltos.

O país segue a onda de rebelião iniciada em outubro de 2019. Na intensa crise econômica, agravada pela ocupação colonial das tropas do imperialismo ianque e pela pugna entre as classes dominantes locais (latifundiários e grande burguesia), o povo se ergueu denunciando a exploração.

Um dos casos que despertou as novas revoltas foi o assassinato de um advogado e ativista em Nasiriyah, no dia 08/01, por homens mascarados. Há diversos grupos armados agindo no país aos mandos das classes dominantes. Em menos de um mês, dezoito ativistas foram alvo de ameaças, enquanto as “autoridades” ignoraram as denúncias.

O velho Estado iraquiano tentou usar a pandemia de pretexto para acalmar as revoltas em 2020. Apesar disso, os crimes contra o povo (sequestros, assassinatos e prisões políticas) continuaram constantes, fomentando a fúria das massas. Até janeiro de 2021, estipula-se que mais de 500 manifestantes foram assassinados pela repressão.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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