USA: Manifestantes se rebelam novamente em Portland e polícia realiza detenção massiva

Agentes federais ficam em frente à pixação escrita Novo Presidente, mesmo imperialismo! e Pare a [construção do gasoduto] linha 3! Foto: Suzette Smith.

Manifestantes que rechaçam a construção de um oleoduto que violaria uma demarcação de terras indígenas protestaram em frente ao tribunal federal de Portland no dia 11 de março. A manifestação foi brutalmente reprimida pela Polícia Federal com bombas de gás e a detenção de 30 manifestantes. Em resposta à repressão do Estado imperialista, as massas quebraram várias janelas e picharam partes da fachada do tribunal.

Os manifestantes se reuniram para dar continuação aos grandiosos protestos de maio de 2020 (e que, em Portland, chegaram a 100 dias de protestos ininterruptos). Dessa vez, os protestos se deram contra o oleoduto da Linha 3, uma rota de distribuição de petróleo proposta entre Alberta, Wisconsin e Canadá (país com que Portland faz divisa) que violaria os direitos do tratado de Anishinaabe, invadindo áreas de grupos indígenas em partes dos EUA e Canadá.

Demarcando sua vontade e compromisso em continuar lutando como fora em 2020, os manifestantes entoavam: Mais cem noites [virão]!

Além de se solidarizarem com a luta dos povos indígenas, os manifestantes também disseram que estavam ali para se opor a um "retorno à normalidade", representada pelo desmonte da cerca. Essa “normalidade” que existia antes dos combativos protestos, significa para as massas o aumento de 7.6% da taxa de desemprego na região de  Portland-Vancouver-Hillsboro (entre 2019 e 2020) e índices de pobreza de 13,7%.

Em rechaço às condições de vida que o Estado ianque impõe às massas, os manifestantes queimaram uma bandeira do Estados Unidos.

Já na segunda noite de protestos, os manifestantes fizeram o chamado do ato "contra agentes do Departamento de Segurança Interna (DSI) em Portland”, que se encontram lá desde 2020, bem como rechaçando a violência sistemática das forças de repressão do estado imperialista contra o povo preto e povos indígenas.

A polícia, diante do segundo dia de mobilização, ameaçou as massas, dizendo que as pessoas na área que não cumprissem suas ordens estariam sujeitas à gás lacrimogêneo e “armas de controle de multidões”.

A polícia afirmou que pedras foram atiradas contra eles. A delegacia de polícia relata que, no total, 13 pessoas foram acusadas de cometer crimes desde “conduta desordeira” à “posse de arma de fogo”.

A polícia empurrou a multidão para fora da área do parque em que ocorrera a manifestação com granadas de atordoamento, munições, gás lacrimogêneo e gás hexacloroetano.

O principal foco de tensão nos últimos meses tem sido entre os manifestantes e os agentes do DSI que permanecem em frente ao Tribunal Federal no centro de Portland.

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