SP: Entregador antifascista é detido após PMs perseguirem e atirararem contra seu veículo

Galo participa de movimento de entregadores que lutam por direitos trabalhistas para a categoria. Foto: Reprodução

Paulo Roberto Lima, conhecido como “Galo de Luta”, foi detido após uma perseguição policial no dia 28 de março, na avenida Paulista, centro de São Paulo. Os policiais militares (PMs) dispararam nos pneus da Kombi dirigida pelo trabalhador fazendo com que o mesmo chocasse com o veículo na fachada da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o que causou um acidente.

Segundo Paulo, a perseguição teve início quando PMs ao reconhecerem o ativista, insultaram-no. Logo após parar em uma lanchonete, no bairro Pinheiros, na zona oeste da capital, Galo observou que havia uma viatura no local. O entregador e ativista pensou que eram os mesmos policiais que haviam o insultado minutos antes e que, por isso, fez um gesto obsceno para os militares.

Após o fato, os PMs foram atrás de Galo, que saiu em fuga, dando início assim a uma perseguição com oito viaturas pela rodovia Raposo Tavares, os policiais atiraram contra a kombi que Galo pilotava, que não parou e dirigiu até chegar na avenida Paulista. O ativista só parou depois de perder o controle do veículo e colidir contra a grade que protege o prédio da Fiesp no centro de São Paulo.

Galo contou que não parou quando os policiais mandaram, pois estava próximo a uma área de periferia, e temeu pela sua vida no caso de uma abordagem naquele local:“Se os caras tivessem me abordado lá (na periferia), a história teria sido diferente, talvez nem aqui eu estaria para trocar essa ideia (...), aqui eles têm outra postura”, contou o ativista ao comparar a diferença de abordagens da PM na periferia e no centro da cidade.

Galo contou que na avenida Paulista se sentia mais protegido, por ter várias câmeras e mais visibilidade. Mesmo assim, ao ser retirado do carro, o ativista foi agredido pelos militares.

Galo foi levado para delegacia e assinou um termo circunstanciado e foi liberado. O caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal. 

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