AND é alvo de intimidação, campanas e seguimento de membros da Redação

Desde a segunda quinzena de fevereiro a sede do jornal A Nova Democracia está sendo, esporadicamente, alvo de campanas e alguns dos seus foram seguidos. Tais atividades se dão em meio ao agravamento ímpar da destruição das liberdades democráticas, em que o governo militar genocida, de Bolsonaro e do Alto Comando das Forças Armadas, usa e abusa da Lei de Segurança Nacional para calar toda e qualquer oposição, seja do campo popular, seja mesmo a parlamentar eleitoreira. A sanha fascistóide que paira as altas cúpulas do Estado chega mesmo a lugares até agora intocados desde a transição ao “regime civil”, como o caso do influenciador Felipe Neto e do reitor da Universidade Federal de Pelotas.

Em uma das oportunidades, ocorrida no dia 2 de março, um homem persegue um membro do Comitê de Redação fotografando ou filmando-o descaradamente, alterando seus passos para acompanhá-lo, atravessando de lado na mesma calçada por duas vezes buscando disfarçar sua atividade persecutória. Quando o membro se distancia, o elemento diminui seus passos e toma outra direção, oposta.

Noutra oportunidade, um meliante fotografa explicitamente o Editor-chefe, em frente ao prédio e, não satisfeito, atravessa a rua, se direciona até ele, passa a seu lado e o contorna, passando pelo seu outro lado, como se quisesse dar um recado ou coisa que o valha. Em vários dias, sobretudo no período da tarde, em geral repetindo a cada três dias, homens de porte militar, acima de 40 anos, ora em duplas, ora sós, sentam em praças próximas ou se posicionam em esquinas cujas localizações proporcionam visão privilegiada para a sede, munidos com celular, com o qual trocam mensagens de voz com relativa frequência.


Sujeito identificado por jornalista investigativo de AND em movimentações circulares ao redor da sede, simulando aleatoriedade quando percebeu-se flagrado.

Tal operação de fustigamento é antecedida por outros episódios. Já denunciamos o incêndio criminoso politico do qual foi alvo a sede do Comitê de Apoio ao AND em Belo Horizonte, em setembro de 2019, quando um elemento degenerado arrombou a porta, invadiu as instalações, iniciou o incêndio e levou uma irrelevante quantia em dinheiro para dissimular a natureza da ação de sabotagem, enquanto equipamentos de valor e de fácil transporte foram deixados.

Um ano depois, a própria sede da Redação de AND, no Rio de Janeiro, foi invadida por um indivíduo, passando-se por técnico de internet, que cortou os fios de toda a distribuição de rede, um andar abaixo do qual ficava a sede, em uma ação tão descarada em seus aspectos técnicos que todos os profissionais chamados para refazer a rede atestaram: tratou-se de uma ação deliberada; sabotagem.

O fato de surgirem tais ações desesperadas da repressão, ora para mapeamento e intimidação, ora para destruir os meios de trabalho da imprensa popular e democrática – sejam ciberataques, incêndios e outras formas – não podem afugentar senão os fracos de vontade, os indecisos e acovardados. Se pensam os reacionários que assim calarão ou desesperarão aqueles cuja missão é denunciar implacavelmente os crimes deste e de todos os demais governos antipovo, além de contribuir com o movimento popular propagando os fundamentos da Revolução Democrática, estão redondamente enganados. Os desesperados, aqui, são todos os reacionários, tremendo que se encontram diante da séria ameaça de um grande levante de massas e de Revolução que rondam todo o país, em meio de um antagonismo insondável entre o sistema político e o estado de espírito das massas; entre o sistema econômico explorador e a miséria das massas; entre o governo militar de fato, por um lado e, por outro, toda a Nação, a opinião pública popular nacional e internacional.

De nossa parte, denunciamos as ações, quer sejam promovidas por grupelhos de extrema-direita ou por órgãos oficiais de inteligência do Estado, cujas funções são exatamente essas: mover espionagem, intimidação e até eliminação contra os que não se resignam frente à injustiça e a humilhação. A nós, tais ações não chegam sequer perto do êxito. Continuaremos a denunciar o genocídio insano movido desde o Palácio do Planalto, dissimulado como negligência, com objetivo político claro de criar um estado de caos tal para justificar a reimplantação do regime militar. Nada e nem ninguém calará os genuínos democratas.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

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