Alemanha: Comitê Vermelho de Mulheres se solidariza com o Acampamento Manoel Ribeiro

Pichação encontrada na Alemanha exclama: Todo apoio aos camponeses da Área Manoel Ribeiro!. Foto: Dem Volke Dienen.

O Comitê Vermelho de Mulheres - República Federativa da Alemanha lançou uma declaração em apoio aos camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro e a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), diante dos ataques que esses sofrem pelo velho Estado brasileiro. Publicamos, na íntegra, a nota, aqui:

“Proletários de todos os países, uní-vos!

O Estado brasileiro ameaça com um novo massacre!

Solidariedade com o movimento camponês revolucionário no Brasil!

As contradições no Brasil são cada vez mais acentuadas. Este fato também é conhecido na RFA [República Federativa da Alemanha] não apenas após a posse do genocida presidente Bolsonaro. Também na mídia burguesa há cada vez mais relatos sobre as lutas do povo contra a opressão e a exploração. Recordamos as lutas de 2013 e 2014, que irromperam em protesto contra o aumento dos preços do transporte público e que levaram às lutas antes e depois da Copa do Mundo de 2014, que foi celebrada às custas do povo brasileiro. Depois destas grandes lutas o Brasil não voltou à tranquilidade, pode-se dizer, sem dúvida, que o povo brasileiro está lutando! Entretanto, aqui (na Alemanha) pouca atenção tem sido dada a uma luta, que é a luta dos camponeses pobres e sem terra pela terra que o Estado brasileiro e os grandes proprietários de terras lhes tiraram injustamente. Eles possuem enormes parcelas de terra que são tomadas nas chamadas fazendas, enquanto muitos pequenos agricultores mal conseguem viver da colheita de suas terras ou mesmo não possuem nenhuma terra.

Por esta razão, os camponeses pobres e sem terra se organizam e lutam por terra suficiente para todos e para que ela seja cultivada coletivamente. Os movimentos revolucionários camponeses tomam a terra com ocupações, os camponeses dividem a terra entre si. Os grandes proprietários de terras e o Estado brasileiro respondem a estas lutas com violência brutal. Isto culminou em agosto de 1995 com o 'massacre de Corumbiara', nome pelo qual a luta na fazenda Santa Elina é conhecida internacionalmente. A luta dos camponeses foi respondida pelo Estado brasileiro com um massacre sangrento. Desde então, nada mudou e o terror contra o movimento revolucionário camponês não conhece fronteiras. Os camponeses são expulsos de suas terras, que é o seu sustento. Os grandes proprietários de terras enviam quadrilhas armadas pagas e policiais militares. Perseguições, sequestros e assassinatos de camponeses e seus líderes revolucionários estão na ordem do dia e tudo porque os camponeses tomam o que lhes pertence e o que precisam para viver. Isto mostra como os camponeses pobres e sem terra, por causa de sua situação de vida, são chamados repetidamente à luta contra os grandes latifundiários e o Estado brasileiro e não se deixam acovardar por seu sistema genocida.

Agora o estado federal de Rondônia - localizado no oeste da Amazônia brasileira - está ameaçando realizar um novo massacre na fazenda Santa Elina. Nos últimos dias, o Estado brasileiro realizou uma série de ações que mostram que uma nova ofensiva contra o movimento camponês revolucionário está sendo preparada. Um acampamento inteiro do movimento camponês revolucionário naquela área está em estado de sítio desde o final de março. Eles nem mesmo podem receber a vacinação contra o vírus do Coronavírus. O secretário de segurança Cisneiro Pacha - entre os camponeses mais conhecidos como açougueiro de Santa Elina -, que já em 1995 ordenou, como oficial da polícia militar, o assassinato e a tortura dos camponeses, e o governador do estado, Marcos Rocha, que também é coronel da polícia militar, são responsáveis pelas ações contra o movimento camponês revolucionário da região. Eles também tentam apresentar o movimento camponês revolucionário como uma organização armada, a fim de criminalizá-los.

Convidamos todos os revolucionários, todas as organizações, pessoas, artistas, etc., que são avançados e democráticos a expressar em uma grande onda de solidariedade internacional seus protestos contra a preparação do novo massacre contra os camponeses pobres e sem terra, a criar uma opinião pública para a luta dos camponeses e a desenvolver diferentes ações de solidariedade.

Abaixo a criminalização da luta pela terra e o novo massacre que está sendo preparado em Rondônia!

Comitês Vermelho de Mulheres - RFA

Abril 2021”

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

LEIA TAMBÉM

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de Apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
todo sábado, às 9h30

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Taís Souza
Gabriel Artur
Giovanna Maria
Victor Benjamin

Ilustração
Victor Benjamin