GO: Abaixo a condenação da professora Carolina

Recebemos em nossa redação a denuncia do Comando de luta da Educação sobre a injusta condenação da professora Carolina, na cidade de Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás.


O Comando de luta da Educação de Aparecida de Goiânia se solidariza com a professora Carolina, condenada a pagar R$ 6 mil, sem qualquer negociação, em apenas 5 dias, para a prefeitura de Aparecida de Goiânia. Ela é vítima de perseguição por lutar junto à categoria por melhorias aos trabalhadores da educação deste município.

O processo foi aberto em 2015, ano em que a categoria lutou arduamente pelo cumprimento de vários direitos usurpados, fazendo várias manifestações e uma vitoriosa greve. 

À professora foi imputada a liderança da manifestação na BR-153. Ela recebeu uma multa emitida pelos agentes da SEMMA, que já tinham todos os dados da mesma, no valor de 6 mil reais (em 2015, equivalia a mais de 3 vezes o valor do piso salarial de R$1917,18, um dos pontos de reivindicação da greve) por conta do fogo na rodovia, sem qualquer prova de sua autoria, fato ocorrido com a presença de centenas pessoas, que de forma legítima, fecharam BR para exigir negociação com o prefeito à época, o finado Maguito Vilela, sobre os pontos da greve.

Essa só é mais uma tática perversa de intimidação e tentativa de paralisar a luta dos trabalhadores. Essa professora foi escolhida a dedo para receber tal processo, pois ela sempre foi e é muito atuante nas lutas pelos direitos não só da categoria a qual faz parte, mas na defesa dos direitos gerais da classe trabalhadora e dos camponeses pobres.

Neste ano, além desse processo arbitrário movido pela Semma, vários outros trabalhadores foram multados pela PRF, por infrações de trânsito, sendo que seus automóveis nem estavam na rodovia.  Muitas dessas acusações foram derrubadas pelos advogados da Abrapo.

A perseguição aos que lutam é prática corriqueira dos governantes em geral, seja no Brasil ou em qualquer outro país. Tentam por tudo colocar amarras nos trabalhadores, mas a história prova que isso é impossível.

Por isso, não adianta, não nos intimidaremos, ao contrário, isso só nos fortalece e nos une para seguirmos na batalha.

Graças à luta da qual essa companheira participou e que foi escolhida para ser condenada a pagar R$ 6 mil reais, que os trabalhadores da educação de Aparecida conquistaram o pagamento do piso, novos concursos, licença prêmio, etc. Mas a principal conquista foi a formação de um grupo combativo que luta incansavelmente pelos direitos dos trabalhadores da educação, da classe em geral, e dos camponeses pobres, nós, o Comando de Luta da Educação de Aparecida de Goiânia.

Chamamos a categoria a se solidarizar com a companheira, principalmente denunciando essa covardia e arbitrariedade para todos os sindicatos, movimentos e grupos honestos, como também na compra e contribuição na montagem de uma rifa e na vaquinha online, para o levantamento desse dinheiro, que equivale a mais de dois meses do piso salarial: 2.888,24.

Vamos demonstrar a solidariedade presente entre a classe trabalhadora. 

Juntos somos mais fortes!

Nenhuma intimidação cessará nossa luta!

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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