Exigindo vacinação, rodoviários paralisam atividades em Brasília

Rodoviária do Plano Piloto com ônibus e vans “alternativos” em decorrência da paralisação. Foto: Comitê de Apoio - Brasília (DF)

No dia 3 de maio, os rodoviários de Brasília paralisaram suas atividades, mantendo toda a frota de ônibus do Distrito Federal (DF) na garagem. Os trabalhadores exigem a inclusão da categoria nos grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal (SITTRATER-DF) deflagrou a paralisação de 100% da frota de ônibus pelo período de 24 horas - mesmo com a determinação judicial que exigia o funcionamento mínimo de 40%.

O movimento reivindica a inclusão dos motoristas de ônibus e cobradores como prioritários no plano de vacinação do Distrito Federal. A situação desses trabalhadores durante a pandemia é crítica, já que arriscam suas vidas diariamente, operando com dinheiro em espécie e sem o distanciamento adequado, o que aumenta as chances de contágio pela COVID-19. Há relatos de internações e mortes de vários trabalhadores da categoria em decorrência da pandemia.

No dia 30 de abril, a 3ª Vara de Fazenda Pública do DF determinou a suspensão da paralisação, sob multa de R$1 milhão. Porém, no dia 2 de maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) cassou tal suspensão, dado o direito à greve, determinando o contingente mínimo de 40% dos veículos em horários comuns e 60% nos horários de pico.

A paralisação dos rodoviários se soma à greve dos metroviários, que completou duas semanas no dia 3 de maio, exigindo o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho pelo governador Ibaneis Rocha, do MDB. No dia 7 de abril os rodoviários já haviam realizado um ato, com uma carreata de ônibus por Brasília, exigindo “Vacina Já!”.

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