Quem banca a repressão ao povo em Israel e Colômbia?

Nas últimas semanas, o Estado colonialista de Israel e o velho Estado semicolonial da Colômbia assassinaram centenas de filhos do povo em repressões sanguinárias à justa rebelião das massas oprimidas. Fruto de duas lutas de ordens diferentes, as massas populares se rebelam enfrentando dois Estados extremamente militarizados.

O que os dois estados lacaios dos ianques tem em comum é o fato de receberem imensos recursos financeiros e humanos da superpotência hegemônica única Estados Unidos (USA). Por sua vez, isso ocorre devido à importância estratégica que cada um dos países desempenha e onde estão localizados.

Israel: a menina dos olhos do USA

Até o ano de 2020, o USA havia fornecido 146 bilhões de dólares em assistência e financiamento de defesa antimíssil. Atualmente, quase todo o investimento ianque em Israel está na forma de assistência militar, embora de 1971 a 2007, Israel também tenha recebido grandes quantias em assistência econômica para se assegurar enquanto Estado colonialista na região.

A importância de Israel do ponto de vista dos ianques reside nos planos de domínio das riquezas naturais das nações no Oriente Médio. O centro da estratégia imperialista é que Israel torne-se o maior Estado do Oriente Médio, no objetivo de manejar seus próprios interesses na região, que são explorar os recursos naturais e humanos do local, mais especificamente os hidrocarbonetos (petróleo). Isso só se pode concluir mediante a total destruição da Palestina e seu povo, território e dizimando as massas. A colonização se deu para tornar a Nação palestina subjugada ao Estado sionista de Israel, que encontraria espaço aberto para que pudesse crescer e espalhar seus tentáculos sobre a região.

É nesse quadro que o Estados Unidos imprime toda sua força facínora, através de Israel, para esmagar os povos árabes e defender a qualquer custo seus interesses perversos na região. E, década após década, falha, diante da resposta do povo palestino que não pode ser outra que não a justa luta pela sua libertação total e completa.

A própria atual vice-presidente do USA, Kamala Harris, afirmou em agosto de 2020 – durante a campanha presidencial – em uma campanha de arrecadação de fundos com 1.800 democratas (referente ao Partido “Democrata”) sionistas, sobre Biden, que: "Como vice-presidente, Joe Biden ajudou a garantir um apoio inabalável à segurança de Israel. Durante a administração Obama-Biden ele foi um defensor fundamental para garantir o apoio às tecnologias que salvam vidas, que eu tenho visto: Iron Dome, David's Sling e The Arrow. Três sistemas de defesa anti-míssil e anti-foguete. E Joe também ajudou a moldar o sem precedentes MOU [Memorando de Entendimento] de 38 bilhões de dólares por ano para assistência de defesa a Israel que foi assinado em 2016 que, como vocês sabem, foi o maior pacote de ajuda militar da história do Estados Unidos", falou a vice.

Harris reafirmou que uma administração Biden-Harris "manteria nosso compromisso inquebrantável com a segurança de Israel, incluindo a cooperação militar e de inteligência sem precedentes, pioneira durante a administração Obama-Biden e a garantia de que Israel manterá sempre sua [vantagem] militar qualitativa".

Além disso, sobre a atual crise política que Israel enfrenta – em que Netanyahu tenta formar governo para que o país não passe pela quinta eleição em dois anos, além de enfrentar acusações de corrupção –, Kamala deixou claro que quaisquer instabilidade política no país não afetará o financiamento dos ianques a Israel. Isso escancara que o país que se propugna como baluarte da democracia internacionalmente, o USA, rapidamente passa por cima da democracia demoliberal se é para assegurar seus interesses econômicos.

 "Joe [Biden] deixou claro que não vinculará a assistência de segurança a nenhuma decisão política que Israel tome, e eu não poderia concordar mais", declarou.

Já o próprio chefe do imperialismo ianque Biden expressou seu “forte apoio” ao “direito de Israel de se defender”.

Manifestante é detido violentamente em Ramallah em 2010. Foto: Abbas Momani

Colômbia: investimento na guerra contra o povo

Em 2019 foi anunciado que a “ajuda” (investimento) do USA à Colômbia cresceria para 448 milhões de dólares em 2020, a maior quantia em 9 anos. 40% do valor seria destinado à “contenção de narcóticos e agências policiais”.

A Colômbia é um país nevrálgico para a dominação ianque no subcontinente latino. A submissão desse país aos ianques se dá através de maquinações como o Plano Colômbia. A maquinação se camufla, porém, sob a justificativa de “combate às drogas”.

Como exposto pelo AND em O histórico das operações do USA na América Latina e Caribe, “O Plano Colômbia, realizado entre os anos 2000 a 2015, foi uma ofensiva ianque contra o subcontinente latino-americano, mais particularmente a Colômbia, sob a alcunha de ‘combate ao narcotráfico’ (que visava combater as guerrilhas no território) e ter maior controle estratégico sobre a região”.

A Colômbia é uma janela para os dois oceanos; suas costas permitem ver o USA e, de outro lado, a América Latina e por isto há uma luta estratégica pelo país.

Desde a implantação do Plano Colômbia em 2000, o país virou o maior “beneficiário” do sujo dinheiro banhado em sangue da máquina de guerra USA na América Latina. Apenas até 2008, já haviam sido investidos 1,3 bilhões de dólares nessa patranha de “guerra às drogas”, que deixou mais de 10 mil colombianos mortos.

É o histórico e a continuação da intervenção ianque na Colômbia que promove e necessita de tamanha violência contra o povo que luta de forma aguda e combativa atualmente por comida, emprego, saúde, educação e dignidade, nos protestos multitudinários que se desenrolam.

Manifestante é detido violentamente em Bogotá, durante uma série de protestos multitudinários em 2020.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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