‘Não aceitaremos mais um massacre contra o povo brasileiro’, afirmam Cebraspo e Abrapo

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) e a Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo) emitiram nota repudiando os ataques fascista de Jair Bolsonaro, em defesa da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e do Acampamento Manoel Ribeiro e os camponeses que ali trabalham e lutam.

“Nós, movimentos sociais, homens e mulheres cidadãos brasileiros e de outros países, viemos nos posicionar contundentemente contra as ameaças do governo Bolsonaro e generais de promover mais um massacre no campo”. Assim as entidades dão início ao texto em apoio à LCP e conclamam os demais democratas a assim também se posicionarem.

Em nota aos democratas, denunciam as violações de leis cometidas pelo próprio velho Estado, que as fazem jurando defendê-las. Também é demonstrado como isso se expressam as violações no crime bárbaro ocorrido no Jacarezinho e também nas atrocidades cometidas contra as famílias camponesas do acampamento Manoel Ribeiro, como os cercos ilegais e o chamado “Massacre de Corumbiara”, em 1995. 

O Cebraspo e a Abrapo afirmam que Bolsonaro chama todos os movimentos populares de defesa de direitos do povo, nos quais se encontra o sagrado direito à terra, de “terroristas”. Em contrapartida, o genocida “celebra o avanço do latifúndio de velho e novo tipo (o agronegócio) sobre florestas protegidas, reservas indígenas e terras públicas, ao arrepio da legislação e condenando quem quer fiscalizar”, denunciam.

Seguem declarando que o mais recente e principal alvo de criminalização é o Acampamento Manoel Ribeiro, da LCP, no município de Chupinguaia, Rondônia. Local onde centenas de famílias enfrentam uma operação ilegal de guerra na qual ações como “perseguições diárias e sistemáticas com uso excessivo de bombas de gás lacrimogêneo, tiros de bala de borracha e spray de pimenta, tentativas de invasão" são incrementadas à revelia da suspensão da reintegração de posse pelo próprio judiciário, "como clara tentativa de causar tortura psicológica, terror e intimidação”.

As entidades denunciam que até mesmo “a presença de trabalhadores da atenção básica à saúde foi retirada, em plena pandemia de COVID-19, em que as ações de vacinação estão sendo conduzidas para as populações de risco”.

Os democratas levantam ainda o fato ocorrido nas mesmas terras, em 1995, conhecido pelos camponeses como a Heroica Resistência Camponesa Armada de Corumbiara, onde camponeses resistiram à operação terrorista e foram torturados e assassinados, inclusive mulheres e crianças. O comandante daquele massacre foi promovido e hoje é secretário de segurança pública do estado de Rondônia, à frente de ações ilegais perpetradas contra os camponeses do acampamento.

Por fim, as entidades afirmam que a luta pela terra é um direito legítimo, e justificam que os camponeses são os que, de fato, fazem a terra atender à sua função social, dever previsto na Constituição Federal (artigo 186, CF/88). Afirmam também que são eles, os camponeses, os responsáveis pelos alimentam que chegam às mesas dos brasileiros.

As entidades se somam então ao chamado feito por tantos outros democratas no Brasil e no mundo, reiterando: “Devemos deixar a mentira continuar? Devemos deixar que acusem camponeses armados de enxadas, paus, pedras, armas de caça comuns, que se defendem contra forças pagas pelo latifúndio quando estas os atacam, de terroristas? Que usem isso como justificativa para novos massacres?”

Sob as palavras de ordem Lutar não é crime!, Terra para quem nela vive e trabalha! e Abaixo a perseguição ao movimento camponês!, concluem exigindo a imediata suspensão de todas as ações perpetradas pelos órgãos de segurança do estado de Rondônia e do governo brasileiro, inclusive a Força Nacional de Segurança; e manifesta apoio e solidariedade aos camponeses do Acampamento Manoel Ribeiro e à LCP.

Sob a bandeira da LCP milhares de camponeses pobres marcham por todo o país. Foto: Banco de dados AND

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