'Guerra invencível': Biden admite fracasso do imperialismo ianque no Afeganistão

"Guerra invencível", declarou Joe Biden sobre o Afeganistão, em Washington, 08/07/2021. Foto: Evan Vucci/AP Photo

No dia 8 de julho, o atual cabeça do imperialismo ianque, Joe Biden, admitiu a completa derrota do Estados Unidos (USA) em sua guerra imperialista contra o Afeganistão, frente às forças da Resistência Nacional. Ele afirmou que a intervenção, a mais longa da história do USA – quase 20 anos –, se trata de uma "guerra invencível", e que não pode ser vencida militarmente. 

No mesmo dia, Biden anunciou que a retirada total dos soldados e o encerramento da missão militar ianque no Afeganistão ocorrerão em 31 de agosto. Antes, ele havia dito que elas ocorreriam apenas em setembro. A retirada das tropas ianques já vem ocorrendo há meses, e era uma das promessas de campanha do presidente anterior, Donald Trump.

Buscando justificar a saída dos soldados, Biden indagou de forma cínica, em sua declaração: "Quantos mais milhares de filhos e filhas americanos vocês querem colocar em risco?", ofuscando o fato de que ele próprio foi um dos 77 senadores que, em outubro de 2002, votaram para autorizar George W. Bush a invadir o Iraque, onde mais de 4,5 mil soldados ianques morreram. Já no Afeganistão, no mesmo período de tempo, foram 2.298 mortos, segundo a organização lobbyista Friends Committee on National Legislation.

Na semana anterior às declarações de Biden, as forças do USA abandonaram às pressas, no meio da noite, a base aérea de Bagram, a principal instalação ianque no Afeganistão, agora sob administração do atual governo afegão, lacaio dos interesses ianques. O novo comandante da base afirmou que só descobriu a partida dos militares mais de duas horas após a sua saída, quando percebeu-se o desligamento da eletricidade, pois sequer havia sido notificado. “Nós [ouvimos] rumores de que os americanos haviam deixado Bagram... e finalmente, às sete horas da manhã, entendemos que foi confirmado que eles já haviam deixado Bagram", contou o novo administrador da base, o general Mir Asadullah Kohistani.

De acordo com o monopólio de imprensa Reuters, um número não identificado de soldados do USA ainda permanece no Afeganistão, em uma pequena base na capital Cabul. 

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