Preços de proteínas de origem animal vão bater inflação em 2021

Alimentos como carne, frango e ovo continuarão com altos preços pelo menos até 2022. Foto: Reprodução

Com novas altas nos preços, as proteínas de origem animal continuam a bater recordes de alta no preço. Segundo o estudo feito pela Consultoria LCA, alimentos como carne bovina, frango, carne de porco e ovo, terão aumento médio de 10% em 2021.

Ainda de acordo com o estudo, as maiores altas serão respectivamente: carne bovina (17,6%), carne de porco (15,1%), frango (11,8%) e ovo (7,6%). os números divulgados por especialistas é muito maior do que o número oficial de 5,9% divulgado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No caso da carne bovina, o aumento é três vezes maior em relação à inflação oficial medida no país.

Desde 2019, com sucessivas altas, a carne bovina vem desaparecendo das mesas dos lares brasileiros. Com isso, milhões de trabalhadores têm recorrido a fontes de proteínas animais mais baratas como frango e ovos. Contudo, com o aumento dos preços, o país corre sério risco de ter mais pessoas com déficit alimentar.

Para piorar o cenário, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), já prevê um aumento de 10% e 15% nos preços do frango já no fim de julho e início de agosto e para piorar a situação, a previsão de aumento durará até 2022

Latifundiários exportam ao invés de abastecer o mercado interno

De acordo com o próprio presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a alta das carnes bovinas aconteceu pois os produtores tiveram redução na produção e maior exportação.

Já a alta do frango, do porco e do ovo, Santin coloca a culpa na alta dos preços do milho e da soja, principais insumos para a produção de ração.

Outra situação sobre o alto preço das carnes bovinas e suínas, é o fato da China, principal importadora de carne do Brasil, ter elevado a sua demanda. Já o frango, além de ter sido elevado o custo de produção, passou a substituir a carne bovina na mesa dos mais pobres e com isso aumentou a demanda interna pela proteína.

Porém, ele apenas tangencia a real causa para o aumento. Essa se dá pela dominação completa da economia brasileira por monopólios estrangeiros, seja diretamente (com empresas de outros países atuando na produção de mercadorias como a carne), seja indiretamente, com a filiação pessoal de cada um dos latifundiários em negócios estrangeiros, inserindo-se, em ambos os casos, no mercado internacional cuja transação é feita em dólar. A partir disso, uma vez que o dólar se valoriza em relação à moeda nacional, o escoamento de mercadorias produzidas internamente passa a ir prioritariamente para onde o preço destas mercadorias é mais elevado.

A alta nos preços de milho e soja que servem de insumo para a produção de frango e ovo é a mesma: a exportação é o destino primeiro destas commodities frente a desvalorização da moeda brasileira.

Com isso, quem sai perdendo são os milhões de trabalhadores brasileiros que sofrem com a escassez e altos preços dos alimentos nos supermercados.

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