MT: Moradores protestam contra tortura e agressão por militares na Operação “Amazônia”

No dia 21 de junho, moradores protestaram em frente à unidade da Polícia Militar,  em Colniza, a 1,06 mil km de Cuiabá, exigindo resposta sobre a ação truculenta, além de tortura física e psicológica de dois camponeses, praticada pelos policiais ambientais do Distrito de Guariba, envolvidos com a Operação “Amazônia”.

Trabalhador mostra marcas das agressões e tortura praticadas pelos militares. Foto: Reprodução

Ação de abuso de autoridade aconteceu aproximadamente às 09:30 da manhã do dia anterior ao ato. Trabalhadores estavam em uma moto carregando uma bola de arame para realização de uma cerca, quando foram abordados pelos policiais. Segundo o relato de um manifestante: “foram pauladas nas costas, pranchadas de facão, mais de 100 tapas no rosto, que chegou a ficar dormente e está muito ferida”.

Em vídeo, o manifestante afirma que a ação truculenta foi praticada pelos policiais da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), durante a Operação “Amazônia” que ocorreu a mando das forças reacionárias do Exército Brasileiro e outros órgãos ambientais.

Assista o vídeo:

Na manifestação, moradores exigiam falar com o chefe da operação enquanto diziam para o trabalhador que sofreu agressão mostrar a sua mão pra ele e afirmavam “Aqui é tudo trabalhador, não tem bandido”. Um dos policiais disse: “Arrancou um monte de madeira ilegal” e os manifestantes em resposta disseram: “Já ta julgando o cara? ele estava fazendo cerca, você manda para o juiz cê não tortura no mato não”.

A Operação “Amazônia”

Supostamente a Operação “Amazônia” visa combater crimes ambientais. Ela é parte de uma Operação de Garantia da Lei da Ordem (GLO) acionada pelo estado de Mato Grosso que teve início em 28 de junho de 2021. Em julho, vários soldados foram enviados à cidade de Colniza, que recebe uma sede provisória do Exército Brasileiro.

Não é a primeira vez que trabalhadores denunciam a verdadeira atuação dos militares em meio às operações. Durante a Operação “Verde Brasil 1” militares, sob a mesma suposta finalidade de combater os crimes ambientais, em setembro de 2019 desembarcaram na área Enilson Ribeiro, município de Seringueiras (Rondônia), permanecendo por uma semana. Durante a mesma operação, os militares expulsaram 400 famílias camponesas do Acampamento Boa Esperança, em Porto Velho. No Pará, um assentamento federal Vila União, distante cerca de 140 quilômetros do centro de Marabá, foi outro alvo.

Cada vez mais o governo federal comandado pelos decrépitos generais junto ao fascista Bolsonaro,  enviam tropas federais para atuar com as forças de repressão estaduais em operações no campo do país. Apesar das inúmeras justificativas, estas tratam-se de ações desesperadas para frear a justa luta pela terra pelos camponeses pobres e sem terra. 

Outro exemplo recente da escalada de repressão e do uso das GLOs de forma cada vez mais escancaradas ocorreu em Rondônia. A anunciada Operação “Rondônia” tem como objetivo identificar e combater organizações e movimentos populares em luta pela terra, especialmente a Liga dos Camponeses Pobres (LCP), conforme declarado pelos próprios representantes do velho Estado.

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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