Quênia: Massas se rebelam contra execuções policiais em toque de recolher


Quenianos marcham em Nairóbi em 8 de junho de 2020 para protestar contra a violência policial durante a pandemia do coronavírus.

As massas do Quênia enfrentaram as forças de repressão em Embu, no dia 5 de agosto durante protestos contra o assassinato do povo pobre durante os bloqueios e toques de recolher “contra o coronavírus” pela polícia. Os protestos recorrentes voltaram a acontecer após o assassinato de dois irmãos sob custódia policial por terem “violado o toque de recolher”.

Os dois irmãos eram Benson Njiru Ndwiga, de 22 anos, e Emmanuel Mutura Ndigwa, de 19 anos. Seus corpos foram descobertos dois dias depois por familiares no necrotério local.

As multidões bloquearam importantes vias de Embu pelo segundo dia seguido.

Durante os enfrentamentos, a polícia disparou com armas de fogo contra a multidão, assassinando um manifestante. 

O velho Estado queniano impõe atualmente um toque de recolher em todo o país das 22h às 4h. “Reuniões públicas” estão atualmente proibidas para coibir protestos populares.

Ativistas relatam pelo menos 25 casos de execuções vinculados às “medidas de controle da Covid”. Grupos da sociedade civil queniana registraram 166 mortes por policiais em 2020, a maior desde o início da coleta de dados em 2007.

Mas, dos cerca de 6,3 mil casos de “má conduta policial” que a Supervisão de Policiamento investigou desde seu início até junho de 2020, apenas oito policiais foram condenados, de acordo com os últimos dados.

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