RS: Jovem indígena Kaingang é assassinada e tem corpo dilacerado ocultado em zona rural

Uma jovem indígena kaingang de 14 anos, identificada como Daiane Griá Sales, desaparecida desde o dia 31 de julho, foi encontrada em 04 agosto assassinada, em meio às plantações próximo da mata no município Redentora no noroeste do Rio Grande do Sul (RS). 

A jovem indígena foi encontrada após um camponês avistar urubus sobrevoando a área. Chegando no local encontrou a vítima morta, com corpo dilacerado, sem roupa íntima, com hematomas pelo corpo e o pescoço apresentava marcas de estrangulamento.

No sábado, 31/06, a jovem kaingang saiu da comunidade às 16 horas, para encontrar com amigos na Vila São João, bairro da cidade de Rio Grande em RS. Em vídeo enviado ao cacique, a jovem indígena aparece se divertindo, dançando em frente de um carro branco, logo depois desapareceu.

Daiane era moradora na comunidade de Bananeiras da reserva Guarita, a maior do estado com área total de 24 mil hectares, onde vivem povos originários Kaingang e Guaranis. A terra foi demarcada em 1997. 

Mulheres indígenas em meio a invasão dos territórios, são constantes alvos de crimes na região

Um ex-funcionário da região que não quis se identificar, afirmou ao portal local Sul21 que “crianças e jovens indígenas que vivem na região enfrentam uma realidade muito difícil, convivendo com casos de estupro, raptos, encarceramentos e outras situações de violência”. E alega ainda que o aumento da presença de não indígenas dentro da comunidade seria outro fator que estaria agravando essa situação de insegurança.

Em entrevista ao monopólio da Folha o cacique indignado promete buscar a justiça: “o culpado vai pagar, não importa quem”.

Daiane Griá Sales, jovem indígena Kaingang. Foto: Reprodução



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