Falece o proeminente dirigente comunista galego Martin Naya, o camarada Miguel Alonso

O comunista galego Martin Naya, conhecido como Miguel Alonso, foi homenageado por organizações revolucionárias em todo o mundo.

Faleceu no dia 3 de setembro o militante maoista Martin Naya, conhecido como camarada Miguel Alonso. O Comitê de Construção do Partido Comunista maoista da Galícia (CCPCmG) e o portal revolucionário de notícias, Dazibao Rojo, informaram que a morte do maoista galego se deu após uma luta intensa contra diversas enfermidades que o acometiam. 

Devido à grande importância de Martin Naya (Miguel Alonso) para o proletariado internacional, diversos Partidos Comunistas, organizações revolucionárias, movimentos populares e democráticos no mundo todo emitiram declarações em sua homenagem.

Comunistas galegos fazem homenagens ao militante maoista

Na declaração do CCPCmG, afirma-se que “o proletariado galego em particular e o proletariado internacional em geral perdeu uma das figuras mais importantes do maoísmo destes últimos 40 anos”. Já o portal Dazibao Rojo, do qual Martin Naya foi fundador, emitiu uma nota em que se compromete a “continuar com seu grande trabalho de estudo e propaganda”.

O comunista galego Martin Naya é descrito pelo CCPCmG como um grande conhecedor das obras do Presidente Mao e do Presidente Gonzalo, assim como de todos os movimentos revolucionários do passado e do presente: “Era um verdadeiro mestre para as massas e um organizador e militante incansável, ficou conhecido como Miguel Alonso pelo proletariado internacional realizando numerosos artigos sobre o maoismo, fazendo grandes aportes à luta ideológica e de duas linhas no MCI, sempre contundente e muitas vezes polêmico, mas sempre com respeito aos camaradas e aberto a corrigir os seus erros, como o Presidente Mao nos ensinou”.

Nascido em 28 de julho de 1952, Martin Naya começou muito jovem a sua militância política, participando ativamente no Partido dos Trabalhadores da Galícia (PTG), organização marxista-leninista-pensamento Mao Tsetung, assim como na Confederação de Sindicatos Unitários de Trabalhadores (CSUT).

A declaração também trata do momento depois do golpe contrarrevolucionário de Teng Siaoping que usurpou a direção do Partido Comunista da China (PCCh) e restaurou o capitalismo na China, muitas organizações abandonaram o maoísmo e passaram ao revisionismo, como no caso do PTG. Martin deixou a organização e tomou a posição de que as ideias do Presidente Mao eram corretas. A partir disso, seguiu acompanhando as experiências que partiam do maoismo no mundo, em especial da Guerra Popular no Peru e do Movimento Revolucionário Internacional. 

“Foi o camarada que manteve em alto a bandeira vermelha do maoísmo na Galícia desde esse momento até o final dos seus dias. Foi um homem que se manteve firme na defesa do maoismo com um compromisso e um sacrifício inquebrantáveis frente a muitos reveses e dificuldades, lutando incansavelmente pelos interesses do povo e pela causa da Revolução Proletária Mundial”, prosseguem os comunistas galegos.

O comitê destaca que “o camarada sempre foi firme na defesa do Presidente Gonzalo e no seu pensamento [o pensamento gonzalo] como mando e guia da Revolução no Peru e denunciando as patranhas dos genocidas Fujimori-Montesinos e combatendo a LOD com todas as suas forças”.

Em 1989, o camarada Miguel Alonso organizou uma série de palestras na Galícia sob a situação no Peru a cargo de membros do Partido Comunista do Peru. Em 1993, após a detenção do Presidente Gonzalo, organizou o Comitê Galego de Emergência para defender a sua vida. Realizou com outros camaradas seus muitas atividades durante o tempo em que existiu o Comitê, contando com palestras do advogado da Delegação Internacional Miguel Arnau, manifestações diante do Consulado peruano em La Corunha, recolhimento de assinaturas e eventos culturais. 

No ano 1993 o camarada Miguel funda o Correo Vermello, aparato de propaganda do maoismo internacional. No ano 1996 inicia-se a guerra popular no Nepal, e pouco depois organiza o Comitê Galego de Apoio à Guerra Popular no Nepal, que fez campanha de agitação por diversos lugares da Galícia, até a “rendição e claudicação do Partido Comunista maoista dirigido pelos traidores e renegados Prachanda-Batarai”, nas palavras dos maoistas galegos, que ainda pontuam que Martin assumiu em primeira pessoa o erro de não ver antes a traição no Nepal.

No ano de 2006 fundou o Comitê de Luta Popular “Manolo Belho” (CLP “MB”), a primeira organização marxista-leninista-maoista na Galícia. No ano 2008 cria o Dazibao Rojo, convertendo-se num dos referentes informativos do maoismo no mundo em língua castelhana. Em 2010 organizou com outros camaradas seus o Comitê Galego de Apoio à Guerra Popular na Índia.

Dois anos depois fundou, com seus camaradas do CLP “MB”, o Comitê de Construção do Partido Comunista maoista da Galícia, sendo ele “um dos maiores impulsores pela realização de uma única Conferência Internacional Marxista-Leninista-Maoista Unificada até os seus últimos dias”.

No ano 2014 funda com outros camaradas o Movimento de Luta Popular, como organização de massas. Convertendo-se durante vários anos no referente da luta popular em La Corunha. Destacando a luta contra os despejos, a corrupção e a luta operária, assim como a solidariedade internacional com a luta do povo brasileiro contra a Copa do Mundo.

Em 2018 organizou o Grupo de Estudos Marxistas do C.S. A Comuna de La Corunha.

O CCPCmG afirma que o maoismo “perdeu um dos seus imprescindíveis, um grande dirigente”, mas que o seu exemplo de estudo, trabalho, compromisso e firmeza ideológica ficarão para sempre na memória das massas exploradas e povos oprimidos do mundo.

Os militantes revolucionários empenhados na tarefa da Construção do Partido Comunista maoista da Galícia concluem a nota prometendo “continuar o seu exemplo maoista, manter bem alta a bandeira do maoismo, lutar por uma única Conferência Internacional Maoista Unificada e construir o Partido Comunista maoista da Galícia como ferramenta fundamental para construir o Exército e a Frente e por meio da Guerra Popular criar a República Socialista Galega como base de apoio da Revolução Proletária Mundial”.

Em solidariedade, o Movimento Popular do Peru (MPP), organização partidária do Partido Comunista do Peru (PCP) para o trabalho internacional também declarou sua consternação pela morte do maoista galego. “Com profunda emoção internacionalista junta-se à profunda dor dos camaradas do Comitê de Construção do Partido Comunista Maoista da Galiza, do proletariado e do povo galego, bem como dos camaradas do Dazibao Rojo pela perda de seu camarada e dirigente Martin Naya”.

Maoistas brasileiros se solidarizam

“Com profunda consternação o Partido Comunista do Brasil (Fração Vermelha) e seu Comitê Central, recebeu a notícia do falecimento do nosso querido Camarada Miguel Alonso. Ante a memória do Camarada Miguel Alonso, inclinamos nossas bandeiras vermelhas para saudar sua gloriosa vida eternizada em seu exemplo comunista”, inicia o PCB (FV).

O PCB (FV) afirma que, no decorrer de sua longa trajetória de incondicional internacionalista, “o Camarada Miguel Alonso, ademais de devotado servidor do povo em seu país, como ferrenho antirrevisionista destacou-se pela defesa da reconstituição do Partido Comunista como verdadeiro partido comunista marxista-leninista-maoista”. 

Os comunistas brasileiros destacam que Martin era um apoiador incansável e desinteressado das lutas dos povos e nações oprimidas de todo o mundo e de militante solidariedade aos seus presos políticos e prisioneiros de guerra revolucionários. “Além de defensor da Guerra Popular no Peru e de suas contribuições à Revolução Proletária Mundial, ele esteve sempre na primeira linha da luta encabeçada pelo Presidente Gonzalo e o PCP por elevar o maoismo a seu único mando e guia”.

Nas últimas décadas, de acordo com os comunistas maoistas brasileiros, o comunista galego “teve um papel destacado no Movimento Comunista Internacional das últimas décadas, desfraldando firmemente a bandeira vermelha do marxismo-leninismo-maoismo, combatendo o revisionismo e todo oportunismo, defendendo o caminho da invencível Guerra Popular”. 

Sobre sua posição quanto à Guerra Popular no Peru, o Partido descreve: “Desde a queda do Presidente Gonzalo, em 1992, o Camarada Miguel Alonso defendeu firmemente sua vida e seu todopoderoso pensamento, combateu implacavelmente a Linha Oportunista de Direita, revisionista e capitulacionista e defendendo o pensamento gonzalo como único mando e guia da invencível Guerra Popular no Peru”.

Miguel Alonso é apresentando enquanto “entusiasta propagandista da Revolução Brasileira, especialmente das heroicas lutas do campesinato brasileiro”. “O Camarada foi, é, e sempre será lembrado pelo nosso Partido, combatentes e massas sob sua direção como um querido amigo do povo brasileiro”, afirmam.

Comunistas do Equador saúdam o trabalho de Martin Naya

O Partido Comunista do Equador - Sol Vermelho (PCE-SV) se posicionou solidarizando-se com a dor e perda dos maoistas galegos. Em comunicado, o Partido declarou: “ao proletariado e povo da Galícia, aos camaradas da Comissão de Construção do Partido Comunista Maoista da Galiza, aos camaradas do coletivo Dazibao Rojo, nossa solidariedade de classe e a certeza de que o camarada Martín em combate estará vencendo!”

Revolucionários turcos e mexicanos homenageiam o comunista

Na Turquia, o movimento revolucionário Partizan e o jornal democrático-revolucionário Nova Democracia (Yeni Demokrasi em turco) republicaram o texto do Comitê de Construção do Partido Comunista Maoista da Galícia, no qual este notifica o falecimento do camarada Miguel Alonso. O Partizan, especificamente, republicou o texto com a exclamação: O Camarada Martin Naya, co-fundador do Comitê de Construção do Partido Comunista Maoista da Galícia, é imortal!

Já revolucionários mexicanos emitiram um comunicado com saudações e condolências pela morte de Martin. “É com grande pesar que tomamos conhecimento da morte de um importante camarada de notável trajetória para todo o Movimento Comunista Internacional”, escreve o movimento revolucionário, popular e democrático Corrente do Povo - Sol Vermelho, no México.

Na europa, jornais também prestam suas homenagens AO Martin

Os editores do portal revolucionário alemão Dem Volke Dienen (Servir ao Povo, em alemão) emitiram nota em que afirmam que estão “profundamente comovidos” com a morte de Martin. No texto também são enviadas “saudações aos seus companheiros e familiares. Sempre levaremos em nossos corações o camarada que morreu jovem demais”.

Na Itália, o jornal revolucionário Proletari Comunisti declarou Honra e glória ao camarada Martin Naya - grande internacionalista e construtor do Partido Comunista na Galícia!, em solidariedade, e escreveu: “É com grande tristeza que tomamos conhecimento da morte do camarada Martin Naya (Miguel Alonso), dirigente comunista marxista-leninista-maoista galego, fundador do blog internacionalista Dazibao Rojo, que sempre esteve empenhado em apoiar a organização internacional do proletariado, antes no Movimento Revolucionário Internacionalista, hoje na batalha por uma nova organização internacional marxista-leninista-maoista.”

O jornal afirma que trabalharam juntos do comunista e que aprenderam a apreciá-lo pela sua determinação e perseverança do seu trabalho pela unidade do movimento comunista internacional, através da luta ideológica e da luta de duas linhas, pela sabedoria teórica, política e prática expressa neste trabalho e pelo compromisso constante em apoiar a guerra popular no Peru, Índia, Nepal e todas as lutas anti-imperialistas e revolucionárias do movimento comunista internacional.

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