Cerco e despejo ilegais ocorrem noite adentro na Área Tiago dos Santos

Militares abordam moradores e impedem a entrada e saída nas áreas. Foto: Banco de dados AND.

Camponeses que furaram o cerco policial denunciam que, neste momento, está ocorrendo o despejo ilegal na Área Revolucionária Tiago Campin dos Santos. O despejo, imoral e ilegítimo, está ocorrendo desde a noite de 19 de outubro, sem a presença de um Oficial de Justiça, em atitude totalmente clandestina e ilegal. 

De acordo com os relatos, policiais de diversas unidades da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Civil prosseguem com o cerco e removendo as famílias da área. Homens encapuzados e paramilitares (conhecidos na região como "guaxebas", pistoleiros) acompanham a operação.

Os camponeses denunciam que as tropas visam expulsar as mulheres e crianças primeiro, deixando os homens para poder forjar e simular um confronto armado e justificar o massacre.

Advogado é ameaçado ao sair da área camponesa

De acordo com a denúncia de um advogado que atua na defesa dos camponeses, ao sair da Área Tiago Campin do Santos ele foi mantido em uma guarita da Polícia Militar (PM) por uma hora. Foi revistado e teve os documentos fotografados. 

O defensor afirmou ainda que os PMs tentaram coagi-lo sobre o conteúdo da reunião que havia feito com os moradores da área, mas ao serem derrotados nas perniciosas investidas, ameaçaram impedir o advogado de retornar ao local, afirmando que pertenciam à "polícia judiciária” e que se ele tentasse voltar “sofreria as consequências".

Os órgãos de repressão declaram que a Operação “Nova Mutum” irá despejar centenas de famílias que hoje vivem nos antigos latifúndios conhecidos como fazendas Arco-Íris, Boi Sossego, Três irmãos I e III, Norbrasil, Nova Esperança e Santa Carmem.

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