SP: Bandejas de carne vazias explicitam a situação de fome e miséria pela qual passa o povo brasileiro

Supermercado no Jardim Ângela em São Paulo retira carne de pacote para tentar impedir confisco de alimentos. Foto: Reprodução

Procedimentos como embalagens vazias, sensores e alarmes estão sendo adotados por redes de supermercados com a justificativa de conter furtos ou evitar o abandono de produtos antes do pagamento. Tal medida acontece devido à profunda crise pela qual passa o país, em que mais de 117 milhões de pessoas sofrem com a miséria e a fome Brasil adentro, de acordo com dados de um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan).

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Incontáveis reportagens saíram nos monopólios de imprensa após uma cliente do Extra do Jardim Ângela, em São Paulo, denunciar nas redes sociais, no dia 14 de outubro, que a unidade em questão estava entregando bandejas vazias a quem pedia carne porcionada no açougue. Essas medidas acontecem em meio a um cenário em que os salários estão corroídos pela inflação, em que também há um enorme nível de desemprego, agravados pelos insuficientes auxílios (entre eles, o emergencial paga a sua última parcela de R$ 250 neste mês de outubro). 

Em outros mercados, principalmente das grandes capitais, aumentaram o número de seguranças e câmeras de monitoramento, todas essas medidas visam impedir que o povo tome os alimentos que estão lhe sendo negados.

Nos últimos meses, vários casos que retratam tal miséria alimentar foram registrados em todo país. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, multidões disputam entre si pacotes de frango após um caminhão tombar com a carga. Em Cuiabá, Mato Grosso, centenas de pessoas enfrentam filas de espera para conseguir ossos de boi. Já em Fortaleza, Ceará, famílias buscam restos de comida em caminhões de lixo.

Diante deste cenário de alta nos preços dos alimentos que, por sua vez, é gerada pela crise geral do capitalismo burocrático e agravada pela pandemia da Covid-19, as massas se encontram sem dinheiro, sem alimentos e sem alternativas.

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Na contrapartida, inimigos do povo aumentam suas fortunas

Em contrapartida ao aumento da fome entre as massas trabalhadoras, inimigos declarados do povo e parasitas da pior espécie seguem aumentando seus lucros.

No dia 18 de outubro, um relatório divulgado pelo Banco Central do Brasil (BCB) mostrou que o sistema bancário teve um lucro de R$ 62 bilhões somente no primeiro semestre de 2021.

Ainda de acordo com o relatório, não há riscos que possam afetar a estabilidade financeira. “A liquidez do sistema bancário retorna gradativamente ao patamar pré-pandemia e mantém-se em nível confortável e compatível com o balanço de riscos”, diz o documento.

Essa estabilidade dos bancos se deve ao fato de esses monopólios imperialistas terem aprofundado a exploração do povo, para que assim pudessem manter os lucros mesmo em meio a pandemia. Para isso aumentaram as taxas de juros, lucrando em cima do endividamento das famílias brasileiras.

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