Alemanha: Milhares de trabalhadores estatais entram em greve e realizam protestos

Manifestação de trabalhadores grevistas na cidade de Hamburgo. Foto: Dem Volke Dienen

No último mês de novembro, na Alemanha, trabalhadores de diferentes categorias realizaram greves e manifestações nas cidades de Hamburgo e Bremen. Os trabalhadores mobilizados são os da construção civil, de estradas, pontes e vias fluviais, de empresas estatais, os zeladores escolares e os trabalhadores da limpeza dos prédios do Estado, professores, estudantes e trabalhadores da empresa estatal de energia. Funcionários públicos de uma secretaria estadual também paralisaram suas atividades.

Em Hamburgo, os trabalhadores se manifestaram entre os dias 08/11 e 11/11. Outras mobilizações aconteceram nos dias 16, 24 e 18/11. Eles exigiam salários mais altos e melhores condições de trabalho durante as negociações para um novo contrato de trabalho, além de rechaçarem as demissões em massa promovidas pelo Estado imperialista alemão. Eles marcharam pelos diferentes bairros de Hamburgo, expressando em voz alta suas exigências. 

Em panfletos e faixas, durantes os dias da greve, o grupo Hamburgo Vermelho (Rotes Hamburg) apresentou a demanda por um sindicato militante, que, “ao contrário dos sindicatos amarelos, não se envolve em compromissos preguiçosos, mas afirma consistentemente os interesses dos trabalhadores”. Os trabalhadores afirmaram que buscam por um sindicato que realmente lute por seus interesses. Muitos não querem mais ser enganados pelos acordos de “parceria social dos compradores de mão-de-obra” (como referem-se os oportunistas à exploração da força de trabalho pelos capitalistas), para que apenas a “paz social” seja mantida.

Em toda Hamburgo (a segunda maior cidade da Alemanha), cerca de 70 mil trabalhadores são afetados pelo novo contrato de trabalho.

Manifestação reúne estudantes e trabalhadores

Em 18/11, funcionários das universidades, zeladores das escolas e estudantes que estão sem receber bolsas marcharam juntos em Altona, num protesto que reuniu cerca de mil pessoas. O protesto recebeu muita solidariedade e apoio da população, inclusive de outros estudantes que afirmaram estarem felizes por "finalmente algo estar acontecendo novamente" na universidade.

No último dia da primeira semana de greve, em 11/11, mais de 500 funcionários de escolas, servidores do Estado e trabalhadores da limpeza municipal marcharam pelo bairro de Hamburgo Norte. Uma faixa foi colocada ao longo da rota da manifestação denunciando o papel dos sindicatos oportunistas.

Trabalhadores da construção civil também lutam por direitos

No dia 09/11, cerca de 500 trabalhadores da construção de estradas, pontes e vias fluviais e da empresa de energia do Estado imperialista se manifestaram no bairro de Harburg. Já em 8/11, após a segunda reunião de negociação entre os sindicatos oportunistas e os grandes empresários, cerca de 400 professores, trabalhadores de escolas e servidores públicos foram para as ruas do bairro de Wandsbek.

No final de outubro, início da greve, houve uma grande manifestação em Hamburgo onde até 1,7 mil pessoas participaram do protesto no centro da cidade.

Aumento salarial é exigido pelos trabalhadores

Em Bremen, no dia 24/11, quase 2 mil trabalhadores de empresas estatais entraram em greve exigindo salários mais altos. Isso acontece em meio a medidas restritivas contra “reuniões públicas” contra o coronavírus, mas que têm, entretanto, sido utilizadas desde o início da pandemia para desmobilizar a criminalizar toda manifestação popular contra o ataque aos seus direitos.


Os revolucionários presentes nas manifestações da greve em Bremen denunciam que os sindicatos falharam em trazer à tona as más condições de trabalho a que os trabalhadores estão submetidos, repisando apenas na pauta do aumento salarial. Os ativistas também relatam que distribuíram panfletos denunciando a situação do trabalho de meio-período na empresa imperialista Daimler (fabricadora da Mercedes Benz), assim como distribuíram o boletim Publicação Vermelha, todos bem recebidos pela massa. Eles afirmam que isso demonstra que, ao contrário do que colocam os sindicatos oportunistas, a massa de trabalhadores está sim pronta para lutar.

Manifestação de trabalhadores em Bremen em novembro. Foto: Dem Volke Dienen

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