Norte de Minas: MFP celebra o 8 de março levantando as mulheres para a Revolução

O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária, foi celebrado pelos núcleos do Movimento Feminino Popular (MFP) em diferentes cidades no Norte de Minas. Em Montes Claros, foi reorganizado o novo núcleo do MFP, que se reuniu na sede do Socorro Popular e debateu a necessidade da organização especial de mulheres e como mobilizar, politizar e organizar as mulheres do povo. Em Manga ocorreu celebração com camponesas das áreas camponesas e da cidade. 

3º Encontro do Movimento Feminino Popular no Norte de Minas contou com a participação de mulheres camponesas e quilombolas. Foto: MFP

Na região da Ponte da Aliança Operário-Camponesa realizou-se o 3o Encontro do MFP entre camponesas e quilombolas, durante o dia 06/03 com palestras, debates, várias canções da luta pela terra, democráticas e o hino do MFP “Lutadoras da Revolução”, além de palavras de ordem contra a guerra imperialista na Ucrânia, contra o governo militar genocida de Bolsonaro, pela Revolução Agrária e de morte ao latifúndio.

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Todas as atividades contaram com o apoio decisivo dos companheiros que fizeram as refeições e ficaram responsáveis pelas crianças.

O 3o Encontro do MFP avançou na organização dos núcleos, contando com participação de 30 companheiras de várias comunidades, com destaque para as anciãs quilombolas que mais uma vez apoiaram e participaram da atividade, levantando com selo de classe a bandeira da emancipação das mulheres em meio à luta pela Revolução Agrária, pelo seu direito mais sentido: a terra para viver e trabalhar e por todos os seus direitos arrancados pelo velho Estado burguês latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente ianque.

O 3º. Encontro e as celebrações nos demais núcleos do MFP avançaram na compreensão de que a luta contra a quarta montanha de exploração e opressão, a luta contra a opressão feminina é parte inseparável da luta contra as três montanhas que oprimem o povo brasileiro: o imperialismo, o capitalismo burocrático e a semifeudalidade.

No 3º Encontro do Movimento Feminino Popular no Norte de Minas as mulheres se aprofundaram na compreensão sobre a quarta montanha. Foto: MFP

Celebração do 8 de Março na cidade de Manga, Norte de Minas. Foto: MFP

Mais uma vez, esse 8 de março marcou uma forte saudação à companheira Sandra Lima, fundadora do MFP, sendo duplamente homenageada, primeiro por seu papel destacado cumprido em décadas de atividade revolucionária e também pela data de seu natalício, 6 de março de 1955.

Nas atividades foi ressaltado que a companheira Sandra Lima sustentou o caminho da revolução brasileira e a necessidade da Revolução Democrática, Agrária e anti-imperialista ininterrupta ao Socialismo, sustentou a concepção marxista-leninista-maoista sobre a origem e superação da opressão feminina, defendeu de forma intransigível a organização das mulheres do nosso povo, contra toda concepção burguesa e pequeno-burguesa dos oportunistas e revisionistas que tentam retirar o caráter classista da luta das mulheres, trocado por migalhas e “cotas em espaços” divididos com burguesas e latifundiárias. 

Também foi relatado que a companheira Sandra Lima atuou e sustentou a consigna maoista de que “as mulheres levam sobre seus ombros a metade do céu e devem conquistá-la”, concebendo que sendo metade da classe, nenhuma revolução pode triunfar sem sua decisiva participação. Levantou alto a consigna do Presidente Gonzalo “Despertar a fúria milenar da mulher”. O exemplo da companheira Sandra Lima brilhará para sempre por várias gerações de jovens e de lutadoras do nosso povo, sua intrepidez, sua valentia contra toda opressão e seu rigor científico no trato das questões de ideologia e política. Todos os núcleos saudaram sua memória gloriosa e levantaram suas bandeiras vermelhas de luta.

A celebração do dia 8 de março, em todos os núcleos, retomou o significado histórico da data com a definição proposta pela comunista alemã Clara Zetkin, de um Dia Internacional das Mulheres Proletárias, na Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas realizada em Copenhague, Dinamarca em 1910. Posteriormente, esta data foi fixada pela grande manifestação de mulheres na Rússia em 8 de março de 1917, marco indelével da Grande Revolução Socialista de Outubro. Foi enfatizado que o significado, a história e simbologia do 8 de março são patrimônios do proletariado internacional. As atividades saudaram as grandes comunistas no mundo, destacando a chinesa Chiang Ching e a peruana Augusta de La Torre.

No 3º Encontro do Movimento Feminino Popular no Norte de Minas todas as mulheres participaram do debate. Foto: MFP

Todas as companheiras interviram durante o Encontro e reuniões dos núcleos, além das saudações puderam se pronunciar sobre a grave situação no mundo e em nosso país. Debateram sobre a guerra reacionária que o governo militar do fascista Bolsonaro está levando contra o povo no campo e na cidade. Debateram sobre a farsa das eleições e que o único caminho é a luta classista, combativa e independente contra o velho Estado e seus gerenciamentos. Que a solução dos problemas do povo e a emancipação das mulheres só pode ser alcançada por um novo Estado, de nova e verdadeira democracia.

Os encontros condenaram e repudiaram o aumento da violência contras as mulheres como expressão da gravidade da crise de decomposição do capitalismo burocrático, da decadência e degeneração desta sociedade, onde os monopólios de comunicação vendem a ideia pós-moderna de “empoderamento”, enquanto o feminicídio aumenta a cada dia, assim como estupros e agressões de toda ordem.

Foi discutido que o pós-modernismo prega a união das mulheres contra os homens, como se o machismo fosse a causa e não a consequência da opressão feminina, que tem sua origem no surgimento da propriedade privada. Essa concepção atrasada e reacionária cultua o “vale tudo” nas relações conjugais, procura de todas as formas desviar e retirar o caráter classista da luta das mulheres e de nosso povo, tentando substituí-lo pelo   corporativismo, enquanto promovem como coisa nova e moderna, o velho e ensebado liberalismo, o hedonismo e o suprassumo do individualismo.

Por fim, afirmou-se que o verdadeiro poder para as mulheres do nosso povo só pode ser conquistado por meio da violência revolucionária, lado a lado dos homens de sua classe, para destruir o velho Estado e construir o novo, sob a direção do proletariado, o que em nosso país se dará através da Revolução Democrática, agrária e anti-imperialista já em curso, de forma ininterrupta ao Socialismo.

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

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Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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