Editorial semanal – Viva a resistência da nação ucraniana contra a rapina imperialista!

A invasão russa à Ucrânia, em uma réplica da fracassada estratégia nazista da “guerra relâmpago” contra a grandiosa URSS de Stalin, é sinal dos tempos. Se nem Putin é Hitler, e Zelensky é só um cômico ensaio de testa-de-ferro do imperialismo do USA-UE; o povo ucraniano é o mesmo heroico povo ucraniano.

A guerra desatada não nos mostra uma Rússia pujante, ao contrário: como fera acuada, a superpotência atômica se lançou desesperadamente a uma invasão clássica.

Como já analisamos no Editorial Imperialistas rufam tambores de guerra que não podem desatar agora, os ianques, desde a desintegração da URSS social-imperialista, avançam ao leste europeu com o evidente objetivo de cercar a Rússia, através da OTAN. Cercar militarmente, para neutralizá-la em sua capacidade bélico-atômica e, consequentemente, quebrar o equilíbrio que perdura entre ambos graças à relativa equanimidade de meios de guerra de alta intensidade. O agravamento dessa contradição, especificamente agora, se expressa através da disputa entre ao menos três imperialistas (USA, Rússia e Alemanha), principalmente as duas primeiras (superpotências), pelo controle semicolonial sobre a Ucrânia, em que o imperialismo russo torna-se inimigo principal por intentar modificar o status do país de semi-independente (semicolonial) para colonial através da guerra de rapina, tentativa jamais aceita pelo povo ucraniano ao longo de seus muitos séculos de história.

A Rússia, acossada que se encontra, para manter sua condição de superpotência imperialista e não ser subjugada pelos ianques, se debate como besta ferida, provocando distúrbios através de suas intervenções. E Vladimir Putin – isto que de pior se produziu do refugo da restauração capitalista da URSS, homem que se crê chamado pelo destino a restaurar o Império russo – como arma ideológica passou a atacar, da forma mais abjeta, que o povo ucraniano em verdade não existe, é parte do povo russo, assim como a Ucrânia fora invenção de Lenin. Pelo menos, aqui, se marca uma linha intransponível entre os comunistas e a ideologia fascista russa (“quarta teoria política”).

A sucessão dos fatos comprovou, ademais, o que dizíamos naquele Editorial: não se trata de uma tendência principal para a guerra imperialista mundial. Bastou a Rússia mobilizar suas tropas, antes da invasão, para que os ianques pronunciassem que não poriam tropas na Ucrânia. E Zelensky, que como um rastejante, escorava-se nas forças da OTAN para defender as fronteiras do país que preside, viu-se traído.

Ponto a parte, algo saiu muito mal para os imperialistas russos: não se levou em conta as massas. Os oligarcas russos, em seus cálculos, pensaram invadir a Ucrânia como se neste fenômeno contassem apenas as forças militares oficiais. Resultado: as massas ucranianas montaram barricadas, pegaram em armas, enxotaram de várias cidades os invasores, e até comida envenenada estão oferecendo aos soldados russos. E não fizeram por haver sido convocadas pelo miserável vende-pátria Zelensky – o qual desprezam por ser visivelmente um agente de outras potências –, mas em defesa da pátria vilipendiada pela arrogância do chovinismo grão-russo. Toda a ação da guerra de rapina torna-se demasiado cara para os russos, ao confrontarem-se com as massas que desafiam a morte em defesa de sua terra. Uma parcela deste custo já se cobra: já são milhares de manifestações contra a guerra imperialista, organizadas em solo russo, e que deu como resultado mais de 6 mil de presos, apenas nos três primeiros dias de operação.

A invasão russa à Ucrânia tornou a contradição entre a nação ucraniana e o imperialismo, principalmente russo, a contradição principal; isto é, toda a nação ucraniana deve se unir contra o invasor russo, exceto um punhado de capituladores e traidores nacionais, isto é, a grande burguesia local e seus serviçais que abrem mão da integridade do território e da independência do país. E isto, não porque quer a análise, mas já se expressa na própria psicologia e ação espontânea das massas, que tudo subordinam à expulsão da superpotência atômica.

Por isso mesmo, muito ao contrário da choraminga pessimista de direitistas que não acreditam nas massas, mas só em seu relativismo burguês, ainda que o grau de decomposição do imperialismo seja sem precedentes e gere situações propensas à eclosão de guerra mundial, os fatos confirmam que a tendência principal é para a revolução.

Zelensky, como não poderia ser de outra forma, busca o melhor preço da capitulação, querendo sentar à mesa com Putin para vender a integridade do território ucraniano em troca de salvar seu medíocre governo lacaio dos imperialistas do ocidente. Para não ser enxotado pelas próprias massas, pronuncia uma ou outra palavra radicalóide, sobre expulsar os russos, que não convence a ninguém. Ao fim e ao cabo, a nação ucraniana, para não perecer, deve contar apenas com seus próprios esforços. Sob as consignas de Morte ao invasor russo! e Abaixo o imperialismo ianque, inimigo principal dos povos do mundo!, as forças populares devem conformar seu próprio exército guerrilheiro, unir a maioria do povo ucraniano na frente única revolucionária e rechaçar qualquer jogo do USA-UE; devem combater a tendência à capitulação do governo, e exigir dele que ponha à disposição das massas em armas os recursos estatais em função de expulsar os imperialistas russos. O proletariado e povo ucranianos, retomando a experiência histórica das melhores tradições bolcheviques, devem se armar delas e combater até o fim para mais uma vez derrotar e expulsar o invasor imperialista.

Ouça já o Editorial semanal de 06 de abril de 2022:

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