Índia: Operários são humilhados e espancados diariamente

Trabalhadores de uma grande indústria têxtil da Índia, chamada Shahi Exports, foram ameaçados de morte e alguns espancados por exigir água limpa e aumento de salários. A denúncia foi publicada pelo monopólio da imprensa The Guardian, no dia 22 de julho.

Um gerente da Unidade 8 da Shahi, em Bangalore, disse a uma empregada: "Não seria um pecado se alguém te matasse e se desfazesse do corpo". Depois lhe pediu a outros empregados que espancassem a mulher, que quase foi estrangulada por um deles.

Outro gerente insultou uma empregada que tinha atividades sindicais e, tentando criar intrigas, disse a outros trabalhadores que ela tinha o intuito de "fechar a fábrica". A mulher foi espancada e despida.

Numa outra ocasião, um gerente disse a um empregado membro do sindicato: “Sua casta só serve para limpar privada. Como se atreve a pedir-me aumento?”. Depois, capangas golpearam o operário e roubaram-lhe.

A investigação e as denúncias foram realizadas pelo Consórcio pelos Direitos dos Trabalhadores (CDT), um grupo com sede em Washington que fiscaliza e estuda a atividade fabril. O consórcio concluiu que os gerentes são os responsáveis pela violência e ameaça de morte e que 15 empregados atuantes nas atividades sindicais foram suspensos de forma arbitrária.

No entanto, a repressão e brutal violência extrapola os gerentes e têm sua raiz na própria cúpula da companhia monopolista e nas demais que compram suas mercadorias; é uma necessidade do capitalismo burocrático indiano para superexplorar o proletariado e desbaratar todas as suas formas de luta por direitos que diminuam os magníficos superlucros dos monopólios.

A companhia Shahi Exports, ao ser notificada pelo CDT que seus gerentes promoviam este tipo de repressão e humilhação às massas e aconselhada a reconhecer a atividade sindical, rejeitou todas as denuncias. Apenas depois de uma grande campanha de denúncia e a pressão da luta dos proletários, o monopólio indiano aceitou reconhecer o sindicato União de Trabalhadores Têxteis de Karnataka como representante dos operários. Até agora, apenas cinco gerentes foram demitidos e somente 15 operários foram reintegrados aos quadros da empresa.

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