AC: Famílias resistem a despejo pelo direito à moradia

Mais de 300 famílias resistiram construindo barricadas em chamas e atirando pedras e paus a um despejo, em Rio Branco, no Acré, dia 25 de julho. A Polícia Militar (PM) derrubou as casas e reintegrou o terreno, localizado no conjunto Joafra.

Ainda segundo relatos, os PMs chegaram às quatro da manhã do dia 25 e, de maneira truculenta, derrubaram violentamente os barracos. Alguns moradores com necessidades especiais tiveram dificuldade em sair do local, assim como idosos.

A população afirma que em nenhuma das ações realizadas pela prefeitura em conjunto com a PM havia mandados de reintegração de posse, nem tampouco se sabe quem é o proprietário do terreno (o que torna a ação ilegal).

Os moradores relataram que as famílias, sem moradia, foram para o terreno há cerca de dois meses e que o terreno estava abandonado há muito tempo, sendo inclusive rota de fuga para delinquentes. As famílias chegaram ao local e decidiram ocupá-lo após ficarem sem condições de pagar seus respectivos aluguéis. Algumas famílias estavam, após esses dois meses, concluindo as construções.

Atualmente a capital do Acre vive uma intensa disputa de território entre grupos delinquentes do tráfico de drogas, fato que ocasionou aumento considerável do número de homicídios e latrocínios, mas a prioridade dos órgãos do velho Estado são ações contra o proletariado.

Responde das famílias

Na manhã do dia seguinte ao despejo, a Praça da Revolução, no centro de Rio Branco, foi tomada por cerca de 200 famílias que realizaram um ato contra a expulsão irregular e cobrando um posicionamento oficial para a situação do alojamento das famílias.

Novamente os moradores relataram a truculência policial em uma ação sem haver ao menos a reintegração de posse expedida pelo judiciário, além dos esclarecimentos sobre o proprietário da terra. Os moradores afirmaram ainda que é dever do Estado garantir moradia a todos e criticaram a “aproximação com a população” apenas em época de farsa eleitoral.

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda (licenciado)
Victor Costa Bellizia (provisório)

Editor-chefe 
Victor Costa Bellizia

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Matheus Magioli Cossa
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação
Ana Lúcia Nunes
João Alves
Paula Montenegro
Taís Souza
Rodrigo Duarte Baptista
Victor Benjamin

Ilustração
Paula Montenegro